São Paulo adota estratégia para garantir abastecimento de água
Medidas adicionais são implementadas para estabilizar volumes de reservatórios e economizar em períodos de seca
A Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsesp), órgão do governo de SP, anunciou nesta segunda-feira, 25, a instauração de um regime de prevenção e contingência para preservar os volumes dos reservatórios que abastecem a região metropolitana. A iniciativa decorre da recomendação da SP Águas e visa mitigar os efeitos de anos com chuvas abaixo da média, garantindo a segurança hídrica do estado.
Gestão e monitoramento de reservatórios
A deliberação da Arsesp autoriza a Sabesp a praticar a gestão de demanda noturna na área do Sistema Integrado Metropolitano (SIM). Essa ação consiste na redução de pressão na rede por um período de oito horas durante a madrugada. A medida é projetada para gerar uma economia de quatro metros cúbicos por segundo e permanecerá em vigor até a recuperação dos níveis dos reservatórios.
Thiago Mesquita Nunes, diretor presidente da Arsesp, explicou a eficácia da abordagem: “A gestão da demanda noturna é uma medida eficiente porque ajuda a economizar água, reduz perdas e causa menos impacto para a população, por ser executada no período de menor demanda”.
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e a Defesa Civil acompanharão a evolução do regime. O monitoramento ocorre no âmbito do Comitê Gestor da Política Estadual de Mudanças Climáticas. O Sistema Integrado Metropolitano (SIM) atualmente se encontra em estado de atenção, com 39,2% de volume útil.
Resiliência hídrica e conscientização
O governo de São Paulo conta com o Plano de Adaptação e Resiliência Climática e o Programa São Paulo Sempre Alerta. Essas iniciativas atuam no acompanhamento da disponibilidade hídrica e na execução de obras. O Protocolo de Escassez Hídrica de São Paulo, em fase final de aprovação, estabelece diretrizes para medidas preventivas e de contingência.
A infraestrutura hídrica do estado inclui o Sistema Integrado Metropolitano, que interliga mananciais e estações de tratamento. Obras como o Sistema São Lourenço e a Transposição Jaguari-Atibainha aumentaram a capacidade de abastecimento. Previstos investimentos de R$ 1,2 bilhão até 2027 para novas obras de resiliência.
Uma campanha de conscientização da população será iniciada esta semana para incentivar a redução do consumo. A presidente da SP Águas, Camila Viana, ressaltou a importância da colaboração coletiva: “É muito importante que consigamos estabilizar os reservatórios até que tenhamos novas chuvas, e para isso a adoção de medidas de contingência é importante, assim como é fundamental a cooperação da população na redução do consumo”.
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