Saneamento avança e Tietê ganha 33 km livres de poluição
Desestatização da Sabesp impulsiona tratamento de esgoto para 3 milhões de paulistas
A privatização da Sabesp, concluída em 2024, resultou em uma expansão expressiva do saneamento básico no estado de São Paulo.
Em dois anos, 3 milhões de pessoas passaram a contar com tratamento de esgoto e outras 2 milhões obtiveram acesso a água potável — avanços atribuídos ao volume de investimentos que, segundo o governo estadual, praticamente triplicou desde então.
Os dados foram apresentados pela secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, em 9 de maio de 2026, durante a Caravana 3D nos municípios do Alto Tietê.
Bilhões de litros fora do rio
No período de um ano, 10 bilhões de litros de esgoto que antes eram lançados diretamente na bacia dos rios Tietê e Pinheiros passaram a ser coletados e tratados. A ONG SOS Mata Atlântica registrou, nesse intervalo, uma retração de 33 quilômetros na extensão da mancha de poluição do Tietê.
Um dos marcos do período foi a conclusão das obras de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto de Suzano, entregue em 8 de maio. “Em uma parte do rio Tietê que antes caíam 20 piscinas olímpicas por dia de esgoto, hoje não cai mais”, afirmou Natália Resende. Somente essa unidade respondeu por 1,3 bilhão dos 10 bilhões de litros desviados do rio.
Novos investimentos e meta antecipada
No mesmo evento, o governo anunciou R$ 238 milhões para obras em Mogi das Cruzes — 30 quilômetros de rede coletora que ligará a cidade à estação de Suzano. A secretaria estima que a intervenção removerá 2.562 toneladas de esgoto que hoje alcançam o curso d’água, com impacto direto sobre a qualidade da água na capital paulista.
O governo estadual afirma que pretende antecipar em quatro anos o prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento para universalização dos serviços: a meta foi fixada originalmente para 2033, mas São Paulo projeta atingi-la em 2029. Para isso, estão previstos cerca de R$ 70 bilhões em investimentos até o fim da década. “Nossa missão é garantir que todos tenham acesso a água, à coleta e tratamento de esgoto, e isso também ajudará a despoluir nossos rios”, disse Resende.
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