Salles desafia Eduardo e propõe condição para retirar candidatura
Deputado condiciona retirada ao Senado à troca de André do Prado por Mello Araújo pelo PL
A discussão pública entre o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sobre a escolha do PL para a disputa do Senado em São Paulo ganhou um novo desafio nesta quarta, 6.
Em vídeo publicado no X, Salles afirmou que não abrirá mão de sua candidatura para viabilizar o nome do presidente da Alesp, André do Prado (PL), ao Senado. O parlamentar, no entanto, condicionou uma eventual desistência à retirada da candidatura de Prado e à escolha do vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo (PL), como nome do partido na disputa.
“Eduardo, eu queria te dizer o seguinte… Eu para o André do Prado, pupilo do Valdemar, não abro mão de jeito nenhum. Porque ele é centrão. Nunca foi, não é, jamais será de direita. Candidato de direita tem que ter história na direita e ele não tem nenhuma. Mas eu faço uma proposta. Se você acha realmente isso que eu, como candidato ideológico, disputo voto na direita e vou atrapalhar se for um candidato de direita realmente, coisa que o pupilo do Valdemar não é, eu faço uma proposta. Vocês retiram a candidatura do André do Prado, colocam o Mello Araújo. Se vocês colocarem o Mello Araújo, que realmente é de direita, eu abro mão da minha candidatura e apoio Mello Araújo. Fica só o Derrite e o Mello Araújo.”
Em entrevista à rádio Auriverde Brasil, o filho 03 de Jair Bolsonaro disse que abriu mão de seu mandato de deputado federal e de disputar uma vaga no Senado “ao contrário do Ricardo Salles, que, enfrentando o processo do STF, mergulhou e preferiu usar de moderação, não falar nada da Corte para agora se pintar de ser o cara que vai salvar todo mundo, que vai ser o senador e que vai fazer acontecer, o grande cara da direita”.
“Se eu estivesse pensando em mim, sabe o que que eu faria? Eu ficaria bem quietinho, não falaria nada do Alexandre de Moraes, faria um acordo na surdina com eles e, aí, então, eu preservaria meu mandato de deputado federal, não precisaria me exilar e, agora, eu surgiria como grande candidato ao Senado. Mas eu tenho noção do que que eu estou fazendo. E o meu objetivo não é só salvar minha pele, não”, seguiu Eduardo.
O objetivo
Segundo o ex-deputado, que perdeu o mandato por faltas por estar nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e não frequentar as sessões na Câmara, seu objetivo “é dar liberdade ao povo brasileiro e colocar o Flávio para asfaltar esse caminho para a prosperidade”.
“Isso vai passar por uma eleição dificílima. É por isso que eu estou indicando André do Prado, porque ele tem essa força junto a prefeitos, junto a vereadores, e também, pode ter certeza, porque eu sentei com ele aqui pelo menos duas vezes para passar tintim por tintim o que interessa a nós em matérias dentro do Senado Federal”, acrescentou o filho de Bolsonaro, voltando a citar Salles:
“Aí você vai falar: ‘Eduardo, mas ele vai te trair.’ Poxa, então a gente vai partir da presunção de que as outras pessoas agem de má fé? Olha, eu sei o que é ser perseguido. Voltando aqui ao caso do Ricardo Salles, bastou ele responder å um processinho no STF que ele já botou o rabinho entre as pernas. E está aí agora, todo pimpão, dizendo que vai salvar o Brasil.”
O ex-deputado disse que espera que quem viu toda essa atuação dele não pense que a escolha de Prado foi feita para favorecê-lo, já que ele será suplente da candidatura do presidente da Alesp e, portanto, potencialmente beneficiado por uma licença, caso a candidatura seja bem-sucedida.
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