Rollemberg defende CPI do Banco Master “doa a quem doer”
Deputado é autor de requerimento sobre fraudes bilionárias no sistema financeiro
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) voltou a defender a instalação da CPI do Banco Master no Congresso Nacional. O parlamentar é autor de um dos requerimentos que pedem investigação sobre as fraudes bilionárias envolvendo a instituição financeira.
A manifestação foi feita neste sábado, 20, durante evento político em Brasília, dois dias após a operação de busca e apreensão contra o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), realizada pela Polícia Federal.
Rollemberg afirmou que o objetivo é garantir a apuração das denúncias “doa a quem doer”.
“Nós estamos insistindo na instalação da CPI do Banco Master. Fomos os primeiros a apresentar um requerimento. Nós entendemos que essa investigação tem que ser feita, doa a quem doer, porque nós não podemos mais conviver com a corrupção. Infelizmente, o que a gente percebe é que muitos parlamentares não querem a CPI, a gente entende que muitos parlamentares têm o rabo preso.”
O pedido de CPI foi protocolado em fevereiro, após o deputado reunir mais de 200 assinaturas na Câmara. No dia seguinte, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) apresentou um requerimento para uma CPMI, que incluiria também o Senado.
As iniciativas, no entanto, não avançaram até agora por falta de apoio dos presidentes da Câmara e do Senado, em meio a avaliações políticas que envolvem partidos da base governista, do Centrão e da oposição.
Operação contra Jaques Wagner
A Polícia Federal deflagrou na última quinta-feira uma nova fase da operação Compliance Zero, desta vez mirando Jaques Wagner.
Ao todo, buscou-se cumprir 18 mandados de busca e apreensão que foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Um dos locais da busca foi o hotel Brasília Palace, na capital federal, onde Wagner reside.
Também foi alvo da PF o empresário Augusto Lima, aliado de Vorcaro. A corporação suspeita que Wagner atuou em favor de Lima no Senado e que, em contrapartida, teria recebido propina da ordem de 3,5 milhões de reais por meio de um imóvel registrado em nome de parentes, entre outras formas de pagamento. Wagner também teria recebido ingressos para shows e feito viagens em jatinhos bancados por Vorcaro.
A PF sustenta que Wagner atuou em favor do Master tanto na chamada “emenda Master”, que visava ampliar o limite coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), quando em outra proposta para ampliar os limites de concessão de crédito consignado.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Marcos
21.06.2026 18:05VAI DOER EM TODOS OS POLÍTICOS. KKKKKK