Rogério Marinho diz que não foi avisado sobre saída de Flávio do país
Líder afirma que só recebeu mensagem do senador pela manhã e questiona medidas autorizadas por Alexandre de Moraes após o resultado eleitoral
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta terça-feira, 27, que não foi avisado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre uma eventual saída do Brasil. Segundo Marinho, a única comunicação que recebeu do parlamentar foi uma mensagem de texto enviada por volta das 8h, na qual Flávio dizia que tiraria o dia para descansar e conversaria com os aliados posteriormente.
“Foi a única comunicação que eu tive com ele. De lá para cá nós não tivemos mais nenhuma informação a respeito do senador Flávio”, declarou Marinho em coletiva de imprensa.
O líder da oposição no Senado disse que ficou surpreso com os relatos sobre o possível deslocamento do senador para o exterior. Segundo ele, os aliados haviam conversado na véspera sobre a importância de Flávio assumir um papel de liderança da oposição após receber quase 60 milhões de votos na eleição presidencial.
Questionado sobre uma possível viagem aos Estados Unidos e eventual apoio do presidente americano, Donald Trump, Marinho afirmou que não tinha informações sobre o assunto.
“É evidente que nós não fomos comunicados do fato do Flávio ter viajado para fora do país, caso isso tenha acontecido”, disse.
Medidas contra Flávio
Marinho também criticou as medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra Flávio. O senador questionou a sequência de acontecimentos no dia da eleição e classificou como estranha a solicitação de medidas contra o parlamentar após a divulgação do resultado.
Segundo Marinho, Moraes teria recebido informações bancárias indicando que uma conta mencionada na investigação não estava em nome de Flávio Bolsonaro. O líder da oposição afirmou que essa informação enfraqueceria um dos principais argumentos para a manutenção da apuração.
Na ocasião o parlamentar também destacou o intervalo entre a proclamação do resultado eleitoral e o pedido de medidas cautelares pela Polícia Federal. Na avaliação dele, a sequência merece ser examinada pela sociedade.
“É uma coincidência que precisa ser analisada pela sociedade”, afirmou.
O senador disse ainda que compreende uma eventual decisão de Flávio de deixar o país com a família, mas ressaltou que não foi informado previamente sobre isso.
“Eu disse que compreendo, eu não disse que concordo, até porque não fui informado, então não pude dizer sim ou não”, declarou.
Até o momento da coletiva, Marinho afirmou não saber onde Flávio estava. A declaração do líder da oposição não confirma que o senador tenha deixado o Brasil.
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