Rogério Marinho defende aproximação com Ciro Gomes para derrotar Lula
“O inimigo do meu inimigo em determinado momento torna-se meu amigo”, diz senador
O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu uma aproximação política com o pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) apesar das recentes críticas do político ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A avaliação do parlamentar é de que uma aliança regional pode enfraquecer o PT no estado e favorecer o PL em disputas nacionais.
Marinho afirmou que a estratégia se baseia na convergência de interesses eleitorais locais.
“O inimigo do meu inimigo em determinado momento torna-se meu amigo. Nós queremos ganhar uma eleição”, disse o senador na última quinta-feira, 25, em entrevista à rádio 96 FM.
Segundo ele, uma eventual atuação de Ciro contra o PT no Ceará poderia reduzir a votação de Lula no estado e impactar o cenário nacional.
“O Ciro trabalhará contra a candidatura do PT no Ceará, trabalhará contra a candidatura do Lula em nível nacional e nós teremos a possibilidade de diminuir os votos que Lula teve no Ceará”, afirmou.
O que disse Ciro Gomes
As declarações ocorrem dias depois de Ciro Gomes afirmar, em entrevista à revista Veja, que não apoiaria uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Ele também disse que uma aliança regional com o PL não significaria apoio nacional ao grupo.
Na mesma entrevista, Ciro criticou Lula e Jair Bolsonaro, afirmando que ambos adotaram políticas semelhantes. “Tirando a estética, os dois são rigorosamente iguais”, disse.
Michelle Bolsonaro
O cenário também é marcado por disputas internas no PL cearense e por divergências públicas envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro sobre alianças políticas no estado.
O atrito entre a ex-primeira-dama e o senador remonta a um comício em Fortaleza no final de 2025, quando Michelle criticou publicamente a aliança costurada pelo diretório cearense do PL com Ciro Gomes. Na ocasião, ela classificou o apoio como precipitado e questionou a decisão diante do presidente estadual do partido, André Fernandes.
De acordo com o relato de Michelle, o discurso gerou uma ligação imediata de Flávio Bolsonaro, que teria pedido o afastamento dela das decisões partidárias:
“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou a ex-primeira-dama nos vídeos divulgados nas redes sociais na quarta-feira, 24.
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