Ciro evita entrar em guerra entre Michelle e Flávio: “O PL resolve isso”
Pré-candidato ao Governo do Ceará afirma que não assistiu ao vídeo da ex-primeira-dama e diz que disputa interna do partido não interfere em sua campanha
O pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), procurou se manter distante da crise aberta entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Questionado por jornalistas durante um evento do agronegócio em Fortaleza, nesta sexta-feira, 26, Ciro afirmou que sequer assistiu ao vídeo publicado por Michelle e descartou acompanhar o conteúdo. Segundo ele, o conflito deve ser tratado exclusivamente pelo Partido Liberal (PL).
“Eu juro que não vi o vídeo. E não vou ver”, declarou. Na sequência, acrescentou que a controvérsia envolve questões internas da legenda e ultrapassa o cenário político cearense. “Isso é uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que nossa paróquia aqui”, disse.
O nome de Ciro acabou no centro da discussão porque a divergência entre Michelle e Flávio teve origem na estratégia eleitoral adotada pelo PL no Ceará. Em novembro do ano passado, a ex-primeira-dama criticou a aproximação da sigla com o ex-governador e defendeu que o partido apoiasse o senador Eduardo Girão (Novo-CE) na disputa estadual, deixando qualquer composição com Ciro apenas para um eventual segundo turno.
Nos vídeos divulgados nas redes sociais, Michelle também recordou declarações antigas de Ciro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus filhos, usando o histórico de críticas como argumento para questionar a aliança construída pelo diretório estadual da legenda.
Ao comentar o episódio, Ciro afirmou que não pretende participar da disputa política travada dentro do PL. Segundo ele, sua atuação na política nacional pertence ao passado e não cabe interferir em decisões partidárias de outra legenda.
Após a repercussão dos vídeos, Flávio Bolsonaro respondeu à ex-primeira-dama. O senador afirmou que nunca teve a intenção de ofendê-la, pediu desculpas caso ela tenha se sentido magoada e sustentou que divergências sobre estratégias eleitorais não significam rompimento de princípios políticos. Também reiterou que continua cumprindo uma missão atribuída pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que o convite para Michelle participar de reuniões com lideranças conservadoras permanece aberto.
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