Rodolfo Borges na Crusoé: Pelé se impõe como clássico
É o clássico que dá forma às experiências futuras, termos de comparação, escalas de valores e paradigmas de beleza, ensinou Italo Calvino
O novo recorde de gols estabelecido por Lionel Messi em Copas do Mundo fez renascer o debate sobre qual é o maior jogador da história.
O atacante argentino definitivamente está entre eles, assim como Cristiano Ronaldo, seu rival por anos na Europa, Maradona e Ronaldo Fenômeno. E assim como provavelmente estarão um dia o francês Mbappé e o norueguês Haaland, que marcam gols com extrema facilidade.
Os números são a medida mais óbvia para as comparações. Números de gols, assistências, títulos. Messi chegou aos 18 gols, mas precisou de 28 jogos em seis torneios mundiais, dos quais ganhou um, o de 2022, como protagonista, e ainda chegou em outra final, em 2014.
Números
Pelé tem 12 gol, mas em apenas 14 partidas, disputadas em quatro Copas do Mundo, das quais ganhou três. Sua média de gols por jogo em mundiais é de 0,86, enquanto a do argentino é de 0,64.
Outra forma de comparar é analisar os fundamentos dos jogadores, se consegue jogar com as duas pernas, o drible, o chute a gol, capacidade de decidir jogos. Pelé tinha todos os fundamentos e a força física, Messi nasceu com facilidade para driblar e tem uma frieza absurda para finalizar.
Uma dificuldade para estabelecer parâmetros de comparação é a diferença de épocas. Os defensores de Messi argumentam que o argentino joga numa época de maior exigência física, mas Pelé atuou boa parte da carreira sem a proteção dos cartões amarelo e vermelho — e seus partidários alegam que o Rei do futebol se adequaria facilmente aos padrões atuais caso jogassem atualmente.
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Clássico
Há algo que Messi não tem na comparação com Pelé, contudo: tempo. Provavelmente…
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