Roberto Reis na Crusoé: O fenômeno Cury ainda não é maior que a polarização
O escritor e psiquiatra só continuará crescendo se tirar votos de Flávio Bolsonaro e de Lula, mas há um limite para ele
Augusto Cury se transformou no principal destaque eleitoral de 2026.
A essa altura, quem nega isso está apenas brigando com os números.
Na pesquisa BTG Pactual/Nexus, o escritor saiu de 2% para 11% em apenas uma semana. Na AtlasIntel, avançou de 1,6% em julho para 7,8% no fim de agosto. Na Quaest, ainda mais recente, saltou de 2% para incríveis 10% entre meados de agosto e começo de setembro.
Institutos diferentes, metodologias diferentes e exatamente a mesma direção. Não dá para ignorar.
Pode parecer pouco para quem olha distraidamente. Mas governadores como Zema, em Minas Gerais, e Caiado, em Goiás, tentam há meses fazer algo parecido e não chegaram nem perto, apesar de terem uma estrutura muito maior à disposição.
Não estamos mais diante de um soluço estatístico, portanto. Existe um movimento que precisa ser considerado e estudado.
Mas, a partir de agora, Cury encontra pela frente um fenômeno que, por enquanto, ainda é maior do que ele: a polarização brasileira. Ela está aí, firme e forte, e não é de hoje.
E talvez a parte mais interessante de sua ascensão esteja justamente no fato de ter surgido em um ambiente tão polarizado.
Daqui para frente, porém, precisamos pisar em chão firme. Cury está provando que existe uma demanda relevante por uma alternativa a Lula e ao bolsonarismo.
Lula e Flávio Bolsonaro mostram outra coisa, ao mesmo tempo: querer uma alternativa não significa, necessariamente, estar disposto a…
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