RJ: Washington Reis é condenado por fraude imobiliária
Sentença estabelecida foi de três anos e sete meses de prisão e multa; ex-prefeito de Duque de Caxias pode recorrer em liberdade
Washington Reis (MDB, foto), ex-prefeito de Duque de Caxias, ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Transportes, foi condenado a três anos e sete meses de prisão e multa por fraude imobiliária.
Além do cacique da política na Baixa Fluminense, foram condenados Elói de Oliveira Pinto e o ex-tabelião do cartório do 5º Ofício de Notas de Nova Iguaçu Josemar Francisco. Os três condenados podem recorrer em liberdade. A sentença é do juiz André Luiz Duarte Coelho, titular da 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias.
O Ministério Público do Rio de Janeiro alegou que os condenados fizeram um acordo, em junho de 2014, em Duque de Caxias, envolvendo o pagamento de uma quantia em dinheiro para a “prática de diversos atos notariais fraudulentos e aptos à transferência e registro imobiliários de inúmeros lotes rurais pertencentes a outras pessoas”.
O MP acrescentou que Washington Reis e Elói de Oliveira, “cientes da impossibilidade de elaboração de escrituras válidas de compra e venda dos lotes, prometeram vantagem indevida ao denunciado Josemar Francisco, Tabelião do 5º Ofício de Notas de Nova Iguaçu, consistente no pagamento de R$ 500.000,00 (quinhentos mil), para a elaboração de diversas escrituras imobiliárias fraudulentas, tendo o Tabelião concordado com a empreitada criminosa”. Em junho de 2014, o tabelião teria recebido R$ 150 mil para começar o serviço.
Saída do governo Cláudio Castro
Washington Reis foi exonerado do cargo de secretário de Transportes do governo do Rio de Janeiro em julho de 2025, após decisão tomada pelo presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar, durante uma viagem de Cláudio Castro (PL) ao exterior.
Dias depois, o governador do Rio manteve a exoneração de Washington Reis.
Em postagem na rede social X na época, Castro afirmou que a demissão do então secretário “já vinha sendo tratada e discutida” entre os aliados, em razão de suas “sinalizações” desconectadas de seu grupo político.
No entanto, o governador classificou o ato de Bacellar como “intempestivo e desrespeitoso” ao decidir exonerar o secretário sem sua aprovação.
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