Criminoso usou senha e contrassenha da polícia antes de balear delegado no Alemão
Bernardo Leal foi atingido por tiro de fuzil e sobreviveu após receber 30 bolsas de sangue e passar por amputação da perna
O delegado da Polícia Civil Bernardo Leal, atingido por um tiro de fuzil durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, em novembro, revelou que o criminoso responsável pelo disparo utilizou um código interno da corporação para enganá-lo antes de atirar.
Segundo Leal, o traficante estava vestido de forma idêntica aos policiais que participavam da ação.
“Quando a gente deu de cara com o beco, a gente teve que passar um labirinto. Um cara apareceu vestido com as mesmas vestimentas que a nossa, colete preto, roupa toda preta. A gente tinha uma senha e contrassenha, e aí ele falou a senha certa”, disse ao Fantástico, da TV Globo.
“Como o confronto estava muito intenso, então durante os ataques, eles ouviram a senha e a contrassenha. Quando deu a contrassenha, fiquei mais tranquilo, corri para o lado. Quando corri para a direita, ele atirou na minha perna”, acrescentou.
A senha e a contrassenha são códigos de comunicação utilizados em operações policiais para que agentes consigam se identificar mutuamente em meio ao confronto.
“Milagre”
Leal chegou ao hospital com apenas 3% de chance de sobreviver.
O disparo atingiu sua perna direita, causando fratura no fêmur e o rompimento da artéria e da veia femoral, o que provocou uma hemorragia gravíssima.
Durante o atendimento, ele precisou receber 30 bolsas de sangue, o equivalente a trocar todo o volume sanguíneo do corpo três vezes. Os médicos classificaram como um “milagre”.
Inicialmente, a amputação da perna começou abaixo do joelho, mas precisou ser ampliada até a parte superior da coxa, devido à falta de vascularização.
Após 47 dias internado, o delegado recebeu alta do Hospital Samaritano há uma semana.
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