Rivaldo Barbosa pede a Moraes para autorizar visita da esposa na prisão
Defesa do ex-delegado alegou que a presença da mulher contribuiria para o "apoio emocional e psicológico" do réu
A defesa do delegado Rivaldo Barbosa, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, pediu para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize a sua esposa, Érika Araújo, a visitá-lo na Penitenciária Federal de Mossoró.
Na solicitação, os advogados destacam que Rivaldo está proibido de receber visita de sua esposa – também alvo de medidas cautelares impostas por Moraes – desde 24 de março do ano passado.
Além disso, a defesa do ex-delegado alega que a presença de Érika contribuiria para o “apoio emocional e psicológico” do réu.
“Ademais, o presente pedido encontra respaldo no princípio da dignidade da pessoa humana e na especial proteção do Estado à manutenção da família, além de contribuir significativamente para o apoio emocional e psicológico do ACUSADO”, diz trecho do pedido.
Rivaldo Barbosa foi nomeado chefe da Polícia Civil do Rio um dia antes do fatídico espisódio.
Moraes nega soltura
Em abril, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de soltura do delegado Rivaldo Barbosa e do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ) Domingos Brazão, acusados de serem mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.
Em depoimento ao STF, o delegado enviou um recado diretamente aos familiares de Marielle rometendo a ‘verdade’:
“Eu disse que a polícia ia trabalhar e trabalhou. Tenho certeza que ainda vamos nos encontrar. A verdade vai aparecer”, afirmou em outubro do ano passado.
Leia mais: Moraes mantém presos suspeitos de mandar matar Marielle
‘Caso Marielle’
Marielle foi executada a tiros em março de 2018, junto de seu motorista, Anderson Gomes, no bairro do Estácio, região central do Rio, quando voltava de um encontro político na Lapa.
A assessora da parlamentar, que estava ao lado de Marielle, foi ferida apenas por estilhaços.
O crime de repercussão internacional deu início às investigações que, um ano depois, apontou para a prisão dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Queiroz.
Os dois foram responsáveis pela execução de Marielle.
Mais recentemente, em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) expediu um mandado de prisão contra os irmãos e parlamentares Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do crime. além do delegado Rivaldo Barbosa, suspeito de ajudar a planejar e atrapalhar as investigações.
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