Moraes mantém presos suspeitos de mandar matar Marielle
Ministro negou pedido de soltura feito pelas defesas de Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na quarta-feira, 23, a soltura do delegado Rivaldo Barbosa e do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ) Domingos Brazão, acusados de serem mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.
Rivaldo Barbosa foi nomeado chefe da Polícia Civil do Rio um dia antes do crime.
Em depoimento ao STF, o delegado enviou um recado diretamente aos familiares de Marielle rometendo a ‘verdade’:
“Eu disse que a polícia ia trabalhar e trabalhou. Tenho certeza que ainda vamos nos encontrar. A verdade vai aparecer”, afirmou em outubro do ano passado.
Domiciliar a Chiquinho
Em 11 de abril, Moraes autorizou que o deputado federal Chiquinho Brazão, outro acusado de ser mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), cumpra prisão domiciliar.
O ministro atendeu ao pedido da defesa de Brazão, que afirmou que o parlamentar sofre doença grave.
No despacho, Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica e proibiu Brazão de usar redes sociais.
Além disso, o parlamentar não poderá conversar com os investigados e dar entrevistas sem autorização do Supremo.
Leia mais: “‘Boa relação com Marielle’, diz Chiquinho Brazão ao STF”
‘Caso Marielle’
Marielle foi executada a tiros em março de 2018, junto de seu motorista, Anderson Gomes, no bairro do Estácio, região central do Rio, quando voltava de um encontro político na Lapa.
A assessora da parlamentar, que estava ao lado de Marielle, foi ferida apenas por estilhaços.
O crime de repercussão internacional deu início às investigações que, um ano depois, apontou para a prisão dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Queiroz.
Os dois foram responsáveis pela execução de Marielle.
Mais recentemente, em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) expediu um mandado de prisão contra os irmãos e parlamentares Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do crime. além do delegado Rivaldo Barbosa, suspeito de ajudar a planejar e atrapalhar as investigações.
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