Rio de Janeiro está em Protocolo de Calor nível 3
O Calor 3 é um estágio de atenção em que o Índice de Calor fica entre 36°C e 40°C por um ou dois dias seguidos
O Rio de Janeiro tem acionado com mais frequência o Protocolo de Calor, especialmente no nível Calor 3, devido ao aumento de ondas de calor que elevam o risco à saúde da população.
O que é o Protocolo de Calor 3 no Rio de Janeiro
O Calor 3 é um estágio de atenção em que o Índice de Calor fica entre 36°C e 40°C por um ou dois dias seguidos, por pelo menos quatro horas diárias.
Ele considera a combinação de temperatura e umidade, que dificulta a regulação térmica do corpo.
Esse nível está ligado a maior risco para idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Em geral, ocorre sob influência de sistemas de alta pressão, céu com poucas nuvens, pouca circulação de ar e máxima próxima ou acima dos 38°C.
MUNICÍPIO DO RIO ENTROU EM CALOR 3 ÀS 15H50 DESTA QUARTA-FEIRA, DIA 24 DE DEZEMBRO DE 2025
— Centro de Operações Rio (@OperacoesRio) December 24, 2025
A cidade do Rio de Janeiro atingiu o terceiro nível do Protocolo de Calor (CALOR 3) às 15h50 desta quarta-feira, dia 24 de dezembro de 2025. O Calor 3 caracteriza-se quando há registro de… pic.twitter.com/6MswX4IldS
Quais riscos o calor extremo traz para a saúde
O calor intenso aumenta casos de desidratação, queda de pressão, sobrecarga cardiovascular e agravamento de doenças pré-existentes.
Quando prolongado, pode causar exaustão pelo calor e, em situações graves, insolação.
Sinais de alerta incluem tontura, dor de cabeça, fraqueza, náusea, batimentos acelerados e pouca urina.
Crianças, idosos e trabalhadores ao ar livre, como garis e ambulantes, são especialmente vulneráveis e exigem monitoramento constante.

Quais são as principais orientações no nível de Calor 3
Nesse nível, a Prefeitura reforça medidas simples para reduzir os impactos do calor, com foco em hidratação, alimentação leve e ambientes bem ventilados.
Acompanhar os avisos do Sistema Alerta Rio e da Secretaria Municipal de Saúde ajuda a planejar atividades ao ar livre.
As recomendações práticas incluem cuidados diários que podem ser adotados por toda a população:
- Bebidas: priorizar água e sucos naturais, evitando álcool e bebidas muito açucaradas.
- Roupas: usar peças claras, leves e frescas, que favoreçam a evaporação do suor.
- Sol: reduzir exposição direta entre 10h e 16h, período de maior radiação.
- Ambiente: manter janelas abertas quando possível, usar ventiladores ou climatizadores e buscar sombra.
Como proteger grupos vulneráveis e animais de estimação
Em dias de calor extremo, é essencial reforçar o cuidado com idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Deve-se oferecer água com frequência, observar mudanças de comportamento e manter o uso correto de medicamentos.
Animais de estimação também sofrem com altas temperaturas e exigem cuidados específicos, como evitar passeios nos horários mais quentes e garantir água fresca e sombra permanente.

Quais são as perspectivas para o Rio de Janeiro em um cenário de calor mais frequente
A maior ativação do Protocolo de Calor se relaciona a um clima mais extremo e ao efeito de ilha de calor urbana, intensificado pela alta densidade de construções e pouca vegetação.
Esse cenário exige políticas públicas para ampliar áreas verdes e melhorar a ventilação urbana.
Nos próximos anos, a adaptação ao calor deve combinar ações governamentais e mudanças de hábito, como hidratação constante, proteção solar e atenção aos boletins meteorológicos, fazendo do nível Calor 3 um sinal prático para reorganizar a rotina e reduzir riscos à saúde.
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