Republicanos frustra Flávio e confirma neutralidade na eleição presidencial
A decisão já havia sido comunicada ao filho de Jair Bolsonaro pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira
O Republicanos confirmou nesta terça-feira, 4, durante a convenção nacional da legenda, que se manterá neutro na eleição eleição, frustrando as expectativas do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
A decisão já havia sido comunicada ao filho de Jair Bolsonaro pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (foto), na noite de segunda-feira, 3.
Dos 27 diretórios estaduais da legenda, 17 defenderam a neutralidade e nove se manifestaram pelo apoio a Flávio.
Apenas o diretório de Pernambuco, comandado pelo ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho, era favorável a adesão do partido à chapa do presidente Lula (PT).
“Hoje, o Republicanos está presente de forma expressiva em todas as unidades da Federação. Essa capilaridade impõe o dever de considerar as particularidades de cada estado na tomada de decisão, respeitando as estratégias políticas locais e as diferentes composições construídas ao longo dos últimos anos”, afirmou o partido em comunicado.
“A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político. Ao contrário, demonstra maturidade institucional, respeito ao pacto federativo e compromisso com a unidade partidária, preservando a autonomia das lideranças estaduais dentro das diretrizes estabelecidas pelo partido”, acrescentou.
Procura-se um vice
Às vésperas do prazo final para a oficialização das chapas presidenciais, a escolha do vice-presidente se transformou em um calcanhar de Aquiles para as principais campanhas presidenciais.
Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) chegam a essa reta final de campanha sem um vice para chamar de seu. E Lula foi obrigado a manter Geraldo Alckmin (PSB) como vice.
O movimento contrasta com o peso que a vaga de vice ganhou nas eleições recentes. Mais do que um posto de substituição eventual do presidente, o cargo passou a funcionar como instrumento de ampliação de alianças, atração de segmentos eleitorais e sinalização de força política.
De 2002 para cá, a função era uma espécie de dote oferecido aos principais partidos em nome de uma coalizão mais ampla e consistente.
Este ano, porém, a definição desse nome tem se mostrado menos uma formalidade e mais um teste da capacidade de articulação dos candidatos.
Mas as noivas que normalmente são cortejadas este ano preferiram a solteirice. E, quando se fala em noivas, fala-se fundamentalmente de partidos do Centrão: MDB, Republicanos, PP, União Brasil.
Desta vez, essas siglas resolveram manter a neutralidade partidária com receio de que qualquer casamento neste momento possa ser um fracasso retumbante.
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