Renan Santos promete rever renúncias fiscais e cita Zona Franca
De acordo com o candidato do Missão, ele pretende revisar benefícios tributários, mas diz que não vai mexer no Simples Nacional e no MEI
Centenas de bilhões de reais em renúncias fiscais estão no radar de Renan Santos (Missão). Em sabatina à TMC nesta terça-feira, 25, o candidato afirmou que pretende revisar benefícios tributários caso chegue à Presidência, mas estabeleceu uma exceção para o Simples Nacional e o MEI.
“Eu já quero antecipar os efeitos. Eu preciso mexer em muitas renúncias fiscais. Tem muita renúncia fiscal na casa de dezenas, centenas de bilhões”, afirmou.
Segundo Renan, a reforma tributária já deverá eliminar parte dos benefícios atualmente existentes. Ele disse, porém, que alguns regimes específicos permanecerão.
“A reforma tributária vai pegar essa maior parte, já passou. A maior parte dessas renúncias vão desaparecer, tirando Zona Franca de Manaus e alguns pequenos casos específicos”, declarou.
Simples e MEI
O candidato afirmou que não pretende acabar com os benefícios destinados aos pequenos negócios. Para ele, uma parcela expressiva das renúncias está concentrada no Simples Nacional e no MEI, e mexer nesses regimes poderia prejudicar a economia.
“Eu acho suicídio para o Brasil hoje mexer no Simples e no MEI, porque a economia brasileira, a pequena economia brasileira, está baseada nisso”, disse.
Renan defendeu uma estrutura com baixa tributação para pequenos empreendedores e uma ampliação da base de contribuintes.
“A gente vai ter que criar um sistema de trabalho que permita que haja arrecadação com baixíssimos impostos para as pessoas e aumento da base”, afirmou.
Zona Franca
A Zona Franca de Manaus também foi citada durante a entrevista. Segundo Renan, o modelo representa cerca de 16 bilhões de reais em renúncias fiscais por ano.
“Vai ter que mexer na Zona Franca”, declarou.
O candidato fez, porém, uma distinção entre esse benefício e os regimes voltados aos pequenos negócios.
“Boa parte dessas renúncias são Simples e MEI, que é gente pobre e pequena empresa. Eu não vou quebrar esses caras”, afirmou.
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Comentários (1)
Fabio
25.08.2026 10:03Tem que acabar com essa aberração irracional.