Renan Santos confirma presença em debate e critica “descompromisso” de candidatos
“É uma vergonha o que estão fazendo, é terrível”, diz candidato do Missão sobre ausência de Zema, Lula e Flávio
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos (foto), confirmou que participará do debate da Band neste domingo, 23, mesmo após a desistência de Romeu Zema (Novo). Ele criticou a ausência dos demais candidatos.
“Minha presença está confirmadíssima. É obrigação dos candidatos ir ao debate. É uma vergonha o que estão fazendo, é terrível. De direita a esquerda, todo mundo descompromissado, um negócio muito feio. Mas estarei lá”, afirmou.
Lula e Flávio Bolsonaro foram convidados, mas indicaram que não devem participar. A ausência do petista também foi usada pela campanha de Zema para justificar a saída do debate.
Ronaldo Caiado (PSD) também confirmou presença. Em áudio divulgado por sua assessoria, o candidato disse:
“Me perguntaram aí se eu irei ao debate. Minha gente, todo mundo me conhece. Eu não dou marcha à ré nem para trem carregado de dinamite. Estarei lá.”
O ex-governador de Goiás já chamou os dois de “fujões” e afirmou que eles evitam os eventos por terem “muito o que esconder”.
Com a desistência de Zema, anunciada neste domingo, o debate deve reunir Caiado, Renan e Augusto Cury (Avante). O encontro começa às 20h e é promovido pelo Grupo Bandeirantes e o Estadão, com participação de TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
Leia mais: Por que Lula não quer ir ao primeiro debate
“Vou aonde o Lula estiver”
Em 11 de agosto, Flávio afirmou que só iria aos debates se Lula estivesse presente.
“Já foi falado. Eu vou aonde o Lula estiver. Quem deve explicações ao Brasil é o Lula e meu debate é com ele e meus questionamentos são para ele”, disse o candidato do PL durante coletiva no QG de campanha, em Brasília.
Lulômetro
A avaliação de Lula no Lulômetro, índice medido pela Realtime Big Data e por O Antagonista, caiu abaixo de 30% na última segunda-feira, 17.
Em tendência de queda, as avaliações “ótimo” e “bom” recuaram para 29%. Os que consideram o petista “regular” são 33%.
A mudança na tendência do rumo da aprovação de Lula começou no período de defeso eleitoral.
Desde 4 de julho, os candidatos à reeleição estão proibidos de usufruir de publicidade institucional ou participar de inaugurações de obras durante o defeso, que vai até 25 de outubro, ao fim da eleição.
O governo Lula chegou a apagar conteúdos das Agência e TV Brasil com medo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que atua como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição deste ano.
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