Renan diz que candidatura de Marçal beneficia Flávio
Candidato da Missão afirma que empresário é um “personagem folclórico” e lembra que ele já atuou como consultor de marketing do senador
O candidato à Presidência da República pela Missão, Renan Santos (foto), comentou nesta segunda-feira, 17, o registro da candidatura do empresário Pablo Marçal (PRTB) para concorrer ao Palácio do Planalto.
Segundo Renan, Marçal atua para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Ele é um personagem folclórico da política brasileira. Era até esperado que ele fosse aparecer agora e fazer algum tipo de bagunça. E eu acho que esse tipo de coisa é para beneficiar o Flávio”, afirmou.
“Ele estava trabalhando com o Flávio Bolsonaro, era um consultor de marketing do Flávio. Então, não imagino nada muito diferente disso”, acrescentou.
Em dezembro do ano passado, Marçal declarou apoio à candidatura de Flávio e disse que trabalharia para que o União Brasil, partido do qual fazia parte, apoiasse o senador.
O empresário, contudo, migrou para o PRTB para disputar as eleições presidenciais.
Renan é Lula?
Durante sabatina da Brasil Paralelo, Marçal sugeriu que Renan atuaria como uma linha auxiliar do petismo.“O Renan, aparentemente, conseguiu liberar o partido esse partido dele de forma que ele tem de prestar continência a alguém. Não o vejo atacando o Lula”, disse ele.
“O modus operandi mostra que tem alguma coisa por trás”, afirmou Marçal.
O empresário registrou sua candidatura à Presidência no sábado, 15, último dia do prazo.
A apresentação ocorreu depois de uma liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo reconhecer sua filiação ao PRTB.
A declaração de bens é preenchida pelos candidatos e pelos partidos e deve incluir imóveis, veículos, participações em empresas, contas bancárias, ações e outras aplicações financeiras.
Inelegibilidade
Marçal está inelegível até 2032 por decisões relacionadas à eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
O TRE-SP manteve uma das condenações por abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação, além de multa de R$ 420 mil.
A condenação está relacionada à promoção de um “concurso de cortes”, no qual participantes eram incentivados a produzir e divulgar vídeos de Marçal nas redes sociais.
O empresário ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Antes de tentar retornar ao PRTB, Marçal estava no União Brasil e era cotado para disputar o Senado por São Paulo. Em pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho, ele tinha 9% das intenções de voto para o cargo.
Leia mais: TRE-SP declara Marçal inelegível por 8 anos
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