Renan Calheiros aponta “cavalo de Tróia dentro do governo”
Senador se defende de "ilações sobre o MDB" na votação que rejeitou a indicação de Messias para o STF e impôs derrota histórica a Lula
O senador Renan Calheiros (MDB-AL, à esquerda na foto) se defendeu da caças às bruxas que se instalou no governo Lula após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, na sabatina do Senado sobre sua indicação a uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os lulistas contaram apenas 34 dos 45 votos esperados para aprovar a indicação de Messias e, agora, buscam os “traidores” que contribuíram para a derrota histórica de Lula na quarta-feira, 29.
“São improcedentes as ilações sobre o MDB e mentirosas as especulações sobre o meu voto, dos senadores Renan Filho e Eduardo Braga”, defendeu-se Renan em seu perfil no X.
“Trabalhamos e votamos em Jorge Messias. Derrotas devem ensinar e não gerar efeitos lisérgicos [alucinógenos] vindos do cavalo de Tróia dentro do governo”, finalizou o senador.
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Alcolumbre
Em conversas com senadores da direita, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deixou claro que precisava de um esforço concentrado para conseguir impor uma derrota ao governo.
Ao pedir votos contra a indicação de Messias, Alcolumbre utilizou termos como “hoje será um dia histórico” e chegou a afirmar a um integrante do PL, conforme apurou este portal: “Se perderem essa chance, não contem comigo para impeachment (de ministro do STF)”.
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Ao impor uma derrota ao governo Lula, Alcolumbre também abriu uma linha de negociação para ficar mais dois anos no comando do Senado. Em fevereiro do ano que vem, haverá nova eleição para a presidência do Senado e, pelo cenário que se avizinha, o PL deve ter maioria na Casa.
A rejeição à indicação de Messias praticamente selou esse acordo entre PL e Alcolumbre.
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