Regina Duarte reconhece despreparo ao assumir cargo no governo Bolsonaro
"Fiquei muito entusiasmada, mas sem o menor preparo para ocupar aquele cargo. Eu fui para ver como é que era lá dentro", afirmou a atriz
A atriz Regina Duarte revelou ter aceitado o convite para ser secretária de Cultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “sem o menor preparo”.
“Nunca houve essa vontade. Eu sou muito curiosa. Falei: ‘Por que eu vou desperdiçar a oportunidade de entrar no Palácio dos Poderes desse país’?. Fiquei muito entusiasmada, mas sem o menor preparo para ocupar aquele cargo. Eu fui para ver como é que era lá dentro”, afirmou, em entrevista à TV Record.
Na entrevista, a ex-secretária disse ainda não estar “interessada” na opinião dos demais colegas da classe artística sobre ela.
Em outra ocasião, Regina já havia reconhecido a falta de preparo para assumir a cadeira.
“Não estava preparada para isso. Esse foi meu grande problema. Meu interesse em fazer alguma coisa pela cultura do país fez com que eu assumisse uma coisa pela qual eu não estava preparada”, disse ao podcast de Leda Nagle.
Nomeação polêmica
Em março de 2020, Regina Duarte foi nomeada pelo ex-presidente Bolsonaro após a saída de Roberto Alvim.
Seu antecessor no cargo, Alvim, foi demitido por fazer declarações alegadamente associadas ao nazismo.
A nomeação de Regina Duarte gerou críticas entre profissionais da classe artística.
Na ocasião, um grupo de mais de 500 artistas assinaram um manifesto contrário à nomeação.
Eles relembravam uma declaração de Regina sobre o período da ditadura militar.
Durante o seu período comandando a Secretaria da Cultura, a atriz chegou a criticar o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir as necessidades do setor.
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Comentários (1)
Fabio B
03.06.2025 04:35A Regina Duarte é um exemplo clássico de como boa parte da classe artística brasileira é vaidosa, despreparada e intelectualmente rasa. Quanto mais falam, mais escancara o próprio despreparo e a limitação intelectual. Mas sejamos justos, boa parte da classe artística brasileira, independente do espectro político, é isso mesmo, vive de pose e chavões. Mas quando precisam articular ideias de verdade ou debater de forma mais séria, tropeçam nas próprias fezes.