Realtime: Garotinho tem rejeição de 62% no RJ
Eduardo Paes lidera a corrida ao Palácio Guanabara, com 37% das intenções de voto
Pesquisa Realtime Big Data, divulgada nesta terça-feira, 28, aponta que Anthony Garotinho (Republicanos), candidato ao governo do Rio de Janeiro, começará a campanha eleitoral com 62% de rejeição.
Condenado pela Justiça Eleitoral a 13 anos de prisão por compra de votos, o ex-governador é uma possibilidade de voto para 25% dos entrevistados, enquanto 5% dos eleitores disseram que votariam nele com certeza e 8% afirmaram não o conhecer o suficiente para opinar.
Garotinho é o candidato ao governo do Rio de Janeiro com maior rejeição.
O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) é rejeitado por 45%; Cyro Garcia (PSTU), 33%; Juliete Pantoja (UP) e William Siri (PSOL), 30% cada; Douglas Ruas (PL) e André Marinho (Novo), 26%; e Coronel Busnello (Missão), 22%.
Intenções de voto
Paes lidera a corrida ao Palácio Guanabara, com 37% das intenções de voto.
Douglas Ruas e Anthony Garotinho estão tecnicamente empatados, com 16% e 12%, respectivamente.
William Siri tem 3% dos votos; André Marinho e Coronel Busnello, 2% cada; Cyro Garcia e Juliete Pantoja, 1% cada.
Brancos e nulos são 11%; indecisos, 15%.
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Segundo turno
Paes também lidera a corrida eleitoral em todos os cenários de segundo turno.
Na disputa contra Douglas Ruas, candidato apoiado pela família Bolsonaro, Paes tem 43% das intenções de voto. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tem 27%.
Contra Garotinho, o ex-prefeito tem 44% das intenções de voto. O ex-governador do Rio tem 25%.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores do estado do Rio de Janeiro entre 23 e 27 de julho.
Com margem de erro de dois pontos percentuais e índice de confiança de 95%, o levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número RJ-03487/2026.
Candidatura de Garotinho é liberada
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou, em março de 2026, a condenação de Anthony Garotinho na Operação Chequinho, que investigou o uso do programa social Cheque Cidadão para suposta compra de votos em 2016.
Segundo Zanin, a sentença se baseou em provas obtidas de forma ilícita, sem perícia técnica e sem preservação da cadeia de custódia dos dados eletrônicos.
A Segunda Turma do STF decidiu, em junho, manter a decisão, devolvendo os direitos políticos ao ex-governador do Rio de Janeiro.
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