Randolfe minimiza derrota do governo: “A CPMI não será palco para a oposição”
Oposição ficou com o comando da CPMI do INSS, com o senador Carlos Viana na presidência e o deputado Alfredo Gaspar como relator
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), minimizou nesta quarta-feira, 20, em entrevista a jornalistas, a derrota do governo pela oposição na CPMI do INSS – com o senador Carlos Viana (Podemos-MG) sendo eleito presidente e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) designado como relator.
“Vamos fazer as conversar que forem necessárias, temos maioria na comissão, e essa comissão não vai servir à oposição, aos palanques da oposição, aos likes da oposição. Tenho certeza e garantia disso“, declarou Randolfe. Posteriormente, ele reforçou que, em sua visão, o colegiado “não vai ser um palco nem de likes nem um palco para a oposição“.
Ainda de acordo com o senador, não foi uma tragédia para o governo perder o comando do colegiado. “A gente é o maior interessado que essa CPI seja conduzida, toque a investigação, apure quem tiver que apurar e responsabilize”.
Questionado se uma eventual traição na base do governo explicaria a eleição de Viana no lugar de Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe disse que o problema foi uma “circunstância regimental”. “Os três primeiros suplentes são do PL. Foram esses três primeiros suplentes, da Câmara, que ascenderam, e que fizeram a diferença no voto“, acrescentou.
“Até ontem conversei com os líderes da Câmara dos Deputados, no diálogo que tínhamos tido com os líderes da Câmara, tivemos as indicações. Nós não podíamos contar, por exemplo, que um dos indicados, o deputado Rafael [Brito], do MDB, estava fora do Brasil, ele não estava aqui, e o primeiro suplente que ascendeu é o suplente da Câmara, é uma das circunstâncias do regimento”, justificou também.
Requerimentos
Uma série de requerimentos já foram apresentados pelos membros da CPMI e poderão ser votados. Um deles, de autoria do líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), é para convocação do convocação do lobista e operador financeiro Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS“, para prestar depoimento. Izalci quer que Antunes seja ouvido na condição de investigado.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito vai apurar o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
“A convocação do senhor Antônio Carlos Camilo Antunes, vulgo ‘Careca do INSS’, é medida inarredável e de urgência manifesta para o avanço dos trabalhos desta comissão”, diz Izalci na justificativa do pedido.
“As investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), fartamente documentadas e noticiadas, posicionam o convocado não como um ator periférico, mas como a figura central e o epicentro operacional de um esquema criminoso que espoliou bilhões de reais dos cofres da Previdência Social e, mais gravemente, do sustento de milhões de aposentados e pensionistas”.
O senador prossegue: “Relatórios de inteligência financeira apontam uma movimentação atípica e colossal de recursos por parte do investigado, na ordem de 24,5 milhões de reais em apenas cinco meses, além de repasses que totalizam 53,88 milhões de reais oriundos de associações suspeitas”.
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Comentários (2)
Nelson Lemos Costa
20.08.2025 20:13Às vezes, até as pessoas às quais damos algum crédito de lisura, coerência e honestidade, se rendem à ideologia que esconderam no coração enquanto, com incoerência, mostram sua verdadeira face. Lamentável. Ao menos trocou de partido e, agora, dá a cara à tapa. Vergonha. *pessoas "ÀS QUAIS". Correção devidamente feita.
Nelson Lemos Costa
20.08.2025 20:10Às vezes, até as pessoas que damos algum crédito de lisura, coerência e honestidade, se rendem à ideologia que esconderam no coração enquanto, com incoerência, mostram sua verdadeira face. Lamentável. Ao menos trocou de partido e, agora, dá a cara à tapa. Vergonha.