Ramagem ganha versão em papelão em ato de Flávio
Rebeca Ramagem, mulher do ex-diretor da Abin, é candidata a deputada federal e faz campanha nos EUA
A campanha de Rebeca Ramagem, candidata a deputada federal pelo PL, levou neste sábado, 22, bonecos de papelão dela e do marido, Alexandre Ramagem, a um evento do partido no Maracanãzinho, no Rio.
Rebeca, que vive nos Estados Unidos desde o fim de 2025, não participou presencialmente do ato, que marcou o lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do estado.
Os bonecos foram colocados no palco ao lado de candidatos e aliados, entre eles Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio Bolsonaro.
Nas redes sociais, Rebeca agradeceu à esposa do candidato à Presidência:
“Seguimos juntas, com coragem, fé e muito trabalho. O Rio de Janeiro e o Brasil podem contar conosco!”.
Campanha à distância
Rebeca é procuradora do estado de Roraima e está nos EUA desde o fim do ano passado. Desde então, acumulou férias, prorrogações e licenças que somam mais de sete meses sem trabalhar.
Em julho, pediu nova licença para disputar uma vaga na Câmara.
A campanha tem sido feita principalmente pelas redes sociais.
Em uma publicação nesta semana, Rebeca afirmou: “Meu marido não pode estar nessa disputa. Mas eu posso”.
Ramagem nos EUA
Alexandre Ramagem deixou o Brasil após ser condenado pelo STF a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ele saiu do país de “forma clandestina”, passando pela Guiana antes de embarcar para Miami.
Ramagem está nos Estados Unidos desde setembro de 2025. Em abril deste ano, chegou a ser detido pelo serviço de imigração americano, mas foi liberado enquanto aguarda a análise de um pedido de asilo político.
Na semana passada, Ramagem apareceu em uma transmissão ao lado de Flávio Bolsonaro e afirmou:
“Parabéns, meu irmão, força, você está mais do que preparado, levando o cajado do seu pai que está preso injustamente, vamos ganhar e ter uma grande vitória e subir junto a rampa do Palácio em 2027.”
Na ocasião, Flávio afirmou que pretende trazer de volta ao Brasil “tantos exilados” e citou Ramagem e Eduardo Bolsonaro.
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