R$ 25,9 mi da J&F para a empresa que comprou a parte de Toffoli no Tayayá
O Coaf classificou a transação, realizada em uma única transferência bancária, como atípica
Dados obtidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que a J&F, holding dos irmãos Wesley e Joesley Batista, injetou 25,9 milhões de reais na PHB Holding, empresa que comprou as cotas do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no resort Tayayá, no Paraná, registrou o Estadão.
Realizado em 2025, o pagamento foi feito por meio de uma única transferência bancária.
A PHB Holding pertence a Paulo Humberto Barbosa, advogado com histórico de serviços prestados à JBS, empresa pertencente aos irmãos Batista.
Pressionado, Toffoli confirmou o recebimento de repasses por meio da empresa Maridt, da qual foi sócio com seus familiares, após ela vender suas participações no grupo Tayaya Ribeirão Claro em fevereiro de 2025.
O valor desta transação é desconhecido.
Transação atípica
O relatório de inteligência financeira do Coaf, ao qual o jornal teve acesso, indica que o pagamento da J&F à PHB foi uma das maiores transferências bancárias feitas pela holding dos irmãos Batista entre 5 de fevereiro e 6 de outubro.
O Coaf classificou a transação como atípica.
Diz o jornal que o documento não explica para quem a PHB Holding transferiu os valores recebidos da J&F.
Toffoli e a J&F
O ministro Dias Toffoli, do STF, suspendeu, em 20 de dezembro de 2023, a multa de 10,3 bilhões de reais que a J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, aceitou pagar em acordo de leniência com o Ministério Público Federal.
No despacho, o magistrado também autorizou a empresa a reavaliar os anexos de seu acordo junto à Corregedoria-Geral da União (CGU) para corrigir possíveis “abusos que tenham sido praticados, especialmente (mas não exclusivamente) no que se refere à utilização das provas ilícitas declaradas imprestáveis no bojo desta reclamação, para que no âmbito da CGU apenas sejam considerados anexos realmente com ilicitude reconhecida pela Requerente”.
Em novembro de 2025, a Justiça do Distrito Federal determinou o recálculo da multa de 10,3 bilhões de reais do acordo de leniência da J&F por “onerosidade excessiva”.
O que dizem Toffoli e a J&F
O gabinete do ministro Dias Toffoli afirmou, em nota, que a Maridt “se relacionou exclusivamente com a PHB Holding e que suas movimentações financeiras estão todas declaradas à Receita Federal do Brasil”.
A J&F negou que seja sócia do Tayatá ou de “qualquer empresa que nele possua participação” e que a relação comercial com Paulo Humberto Barbosa “começou a ser descontinuada no segundo semestre de 2025, quando as atividades empresariais do advogado começaram a se tornar mais relevantes do que as jurídicas”.
Já Paulo Humberto Barbosa disse ter recebido o repasse por causa de serviços advocatícios prestados ao grupo J&F e negou que o pagamento tenha relação com a compra das cotas da Maridt no Tayayá.
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Comentários (2)
Marian
20.03.2026 13:19Os mesmos de sempre. O Brasil voltou
Paulo Cesar Silva
20.03.2026 11:38ALAVA JATO FOI DESTRUIDA PARA Q ESTES CANALHAS VENDESSEM SENTENÇA MILIONARIAS. ESTES PATIFES TENTARAM DE TODAS AS FORMAS DESMORALIZAR OS PROCURADORES E JUIZES DIGNOIS DA LAVA JATO, Q NAO SE VENDERAM AOS CRIMINOSOS Q COMPRARAM, ESTA QUADRILHA DE TOGA. EH IMPOORTANTE SABEER Q ESTES 10 BILHOES DO ACORDO DE LENINECIA DA JBS ERA PARA RESSARCIR OS PREJUIZOS Q ESTES ACOUGUEIROS CORRUPTOS DERAM NOS FUNDOS DE PENSAO PETROS E FUNCEF. PORTANTO ESTE CRIMINOSO TOFOLI E A QUADRILHA DA JBS ROUBARAM DOS APOSENTRADOS DA PETROBRAS E CAICA ECONOMICA.