“Quem vota em Lula vota em Moraes”, diz Flávio
Senador participou de ato de campanha em Cabo Frio e comentou a retirada do sigilo da investigação sobre Dark Horse
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, disse neste sábado, 12, que a retirada do sigilo da investigação sobre o filme “Dark Horse” não terá impacto em sua campanha.
Flávio é alvo de investigação pela Polícia Federal por supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
A apuração sobre indícios de irregularidades era conhecida, mas a formalização da investigação veio à tona a partir da quebra de sigilo das informações sobre o caso do Banco Master.
Leia mais: PF e PGR pediram sigilo de investigação sobre Flávio
“Impacto é zero”
“Graças a Deus, o sigilo foi afastado de tudo e às claras para todo mundo ver o que eu sempre disse que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Estou muito tranquilo, o impacto é zero. Está tudo aberto para quem quiser ver”, disse Flávio durante agenda de campanha em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.
O senador afirmou que agora espera a retirada do sigilo de investigações envolvendo o filho de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.
“Agora eu estou aguardando a retirada de sigilo também do processo do INSS. Eu quero saber quanto de dinheiro foi roubado dos aposentados e foi parar na conta do filho do Lula, o Lulinha. Eu quero saber quais ministérios o Marcola, chefe de gabinete do Lula, abriu para o seu filho fazer negócios dentro do governo”, disse.
“Eu quero saber todas as arbitrariedades e perseguições que o Alexandre de Moraes fez dentro do processo das fake news, que tá aberto há sete anos perseguindo adversários políticos. Então, nada melhor do que a luz sobre as trevas para que tudo venha à tona e a população possa fazer o seu juízo de valor”, acrescentou.
No discurso, o candidato voltou a atacar Lula e Moraes.
“Quem vota em Lula vota em Moraes”, afirmou.
Também voltou a chamar o ministro do STF de “laranja podre” e defendeu seu afastamento da Corte.
Mudança no STF
Flávio disse ainda que poderá indicar cinco ministros do STF caso seja eleito, considerando um eventual impeachment de Moraes.
“Eu vou indicar cinco homens e mulheres que são contra o aborto, contra as drogas, que respeitem a Constituição, que sejam a favor do desenvolvimento das cidades, sem essa radicalidade de licenciamentos ambientais que, na verdade, entravam o desenvolvimento”, disse.
A investigação sobre “Dark Horse” foi autorizada por Mendonça em julho, após pedido da PF.
O ministro retirou o sigilo de novos documentos do caso na sexta-feira, 11, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e insistentes pedidos de Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
Mendonça decidiu tornar público as investigações sobre o caso Dark Horse, sobre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, sobre Ciro Nogueira e sobre o ex-ministro de Lula Jaques Wagner.
Leia mais: Mendonça rebate Moraes e diz que tabela sobre sigilos é “imprestável”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)