“Quem portar uma arma de guerra está cometendo um atentado contra a democracia”
Governador do Rio de Janeiro garante que o Estado não recuará no combate às facções criminosas
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), usou as redes sociais reafirmar o compromisso do Estado no combate ao crime organizado.
“Nada fará o Rio de Janeiro recuar. Continuaremos enfrentando o crime com integração, estratégia e presença nas ruas. Quem portar uma arma de guerra está cometendo um atentado contra a democracia”, escreveu Castro.
A publicação foi feita um dia após a visita do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao Rio de Janeiro, onde se reuniu com Castro para tratar da megaoperação realizada na última quinta, 28, contra o Comando Vermelho (CV).
Castro garante legitimidade
Castro protocolou no STF a defesa da legalidade da Operação Contenção.
No documento, assinado pelo governador, o estado alega que a intervenção foi realizada “dentro dos parâmetros legais e constitucionais”, e que o “uso proporcional da força” era indispensável devido à ameaça imposta pela facção criminosa Comando Vermelho, em ação que resultou na morte de, pelo menos, 121 pessoas, entre as quais, 4 policiais.
O governo carioca ressalta ainda que todos os agentes policiais estavam equipados com câmeras corporais.
O documento de 26 páginas sustenta que a operação atendeu aos protocolos de comunicação: “A operação foi formalmente comunicada aos órgãos competentes […] com registros de início e encerramento junto ao Ministério Público do Estado e aos setores de controle institucional”, assegura o ofício.
Apesar das garantias de controle, um inquérito foi instaurado para investigar a remoção de corpos do local antes da chegada da perícia. O fato teria prejudicado a preservação do local da ocorrência.
Aprovação
Pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 1º, mostra que a gestão de Castro atingiu o maior índice de aprovação desde 2022 entre os moradores da capital fluminense e da região metropolitana.
Segundo o levantamento, 40% consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 34% o avaliam como ruim ou péssimo — também o maior patamar de reprovação registrado. Outros 23% classificaram a administração como regular.
A pesquisa foi realizada por telefone com 626 pessoas em 30 e 31 de outubro.
A margem de erro é de quatro pontos percentuais.
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