Quem foi a Carla Zambelli da campanha de Flávio Bolsonaro?
Daniella Marques, Duda Lima e até Nikolas Ferreira foram apontados como responsáveis por derrota do filho de Jair Bolsonaro
Após a confirmação da vitória de Lula (PT), aliados de Flávio Bolsonaro (PL) tentavam entender como o senador passou de uma vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o petista no primeiro turno para uma desvantagem de 4,4 milhões no segundo.
Na avaliação de integrantes do entorno do candidato, não faltaram fatores para explicar a derrota. A lista inclui desde a coordenadora econômica da campanha, a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, até o próprio Flávio, por episódios ocorridos na reta final da disputa.
Saiba mais: Integrantes do PL prometem lutar por impeachment de Lula em 2027
Também foram alvo de críticas o empresário Pablo Marçal, o deputado federal Nikolas Ferreira, o marqueteiro Duda Lima, Michelle Bolsonaro, que se ausentou da campanha no segundo turno, e até o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por ter fechado a torneira dos gastos.
Uma das avaliações feitas por aliados é que faltou “testosterona” à campanha. As peças de tom mais moderado produzidas por Duda Lima não teriam sido suficientes, segundo esse grupo, para mobilizar o eleitorado de direita. “Com o PT não se brinca. Fomos levados pela narrativa dos petistas”, afirmou um interlocutor de Flávio.
Os erros de Dani Maques e de Pablo Marçal
Daniella Marques também entrou na lista de responsabilizados. Na reta final, duas declarações da coordenadora econômica foram consideradas prejudiciais por aliados: uma sobre a transição para a saída do Bolsa Família, explorada pelo PT, e outra em defesa do uso de inteligência artificial no serviço público.
O estilo de Pablo Marçal também foi questionado. Flávio incorporou parte das estratégias do empresário no debate da Band, mas, segundo aliados, avaliou posteriormente que a postura teve repercussão negativa. A mudança de comportamento no debate da Globo, na visão desse grupo, contribuiu para transmitir ao eleitor uma imagem de inconsistência.
O próprio candidato também é apontado como responsável por erros na reta final. O clima de “já ganhou” que tomou conta do QG bolsonarista no início do segundo turno é citado por aliados como um dos principais equívocos da campanha.
A fala de Flávio sobre Lula no debate da Globo, quando chamou o adversário de “Nove Dedos”, é considerada por integrantes do PL um dos episódios mais prejudiciais da campanha. A declaração foi interpretada como capacitista e, na avaliação desses aliados, pode ter mobilizado eleitores com deficiência em favor do petista.
O fator Nikolas e Michelle Bolsonaro na campanha de Flávio
Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira também foram criticados. A ex-primeira-dama foi cobrada pela ausência na campanha do segundo turno e não participou sequer da apuração dos votos de Flávio. Nikolas, por sua vez, foi criticado por erros em um vídeo sobre o Nordeste divulgado na reta final da disputa.
Outro alvo de críticas foi Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Aliados de Flávio apontaram a falta de recursos na reta final da campanha para a compra de material. “Tive que tirar do meu bolso para adesivar carros na minha base eleitoral”, reclamou a O Antagonista um parlamentar importante da região Centro-Oeste.
Como mostramos, Lula (PT) venceu pela quarta vez uma disputa presidencial diante de Flávio Bolsonaro (PL). O petista teve 64,2 milhões de votos (51,79%) contra 59,8 milhões de votos (48,21%) do candidato do PL.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)