Renan ironiza participação de Marçal na campanha de Flávio: “Craque do jogo”
Ex-candidato à Presidência publicou montagem do empresário com broche do PT
O ex-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, ironizou neste domingo, 25, a participação do empresário Pablo Marçal na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições.
Em publicação nas redes sociais, Renan compartilhou uma montagem de Marçal apontando para um broche do PT em seu terno, acompanhada da legenda “Craque do jogo”.
A postagem foi uma resposta às declarações do empresário, que afirmou que os eleitores de Renan poderiam “ficar com o voto”, anulá-lo ou “colocar onde quiserem”.
O comentário foi mal recebido pelo eleitorado do então candidato da Missão, que terminou o primeiro turno com 2.675.887 votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos.
Lula reeleito
Lula foi reeleito neste domingo, 25, para um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto, ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026.
Com 98,76% das urnas apuradas, o petista tinha 51,75% dos votos válidos (63.388.523), contra 48,25% do adversário (59.099.143), em uma disputa marcada por forte polarização e que terminou sob tensão após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) alterar o horário de votação no dia do pleito.
A vitória representa uma virada em relação ao primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.
Lula chega, assim, ao quarto mandato presidencial. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, reelegeu-se em 2006, voltou ao Planalto em 2023 e, agora, conquista mais quatro anos no cargo.
A campanha do segundo turno foi marcada menos pela apresentação de programas de governo e mais pela tentativa dos dois lados de elevar a rejeição ao adversário. Lula e Flávio trocaram acusações sobre corrupção, segurança pública, economia e suas respectivas trajetórias políticas.
Os dois só se enfrentaram diretamente em debates no segundo turno. O primeiro confronto ocorreu na Band, em 18 de outubro, depois de uma campanha de primeiro turno sem debates entre os principais candidatos. No encontro, houve sucessivas provocações e acusações, além da apresentação de algumas propostas.
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