“Quem define a pauta são os líderes, não o presidente da Câmara”, diz líder do PL
Apesar do recado, Sóstenes Cavalcante negou que Hugo Motta tenha assumido um acordo para incluir o PL da Anistia na pauta
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ, foto), afirmou nesta quinta-feira, 7, que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não assumiu nenhum acordo para a inclusão da anistia na pauta, ao contrário do que disse anteriormente.
Todavia, em pronunciamento no plenário, ele disse: “Quem define a pauta são os líderes, não o presidente da Câmara”.
“O presidente Hugo Motta não assumiu compromisso de pauta nenhuma conosco. O compromisso é com os líderes partidários e nós, que representamos a maioria desta Casa, vamos sim pautar o fim do foro privilegiado e a anistia”, acrescentou.
Segundo Sóstenes, não há “chantagem” na Câmara.
“Nesta Casa, não há chantagem. Esse não é o comportamento da direita e isso precisa ficar claro para todo o Brasil e para toda a imprensa”, disse.
“Nosso compromisso é ético, transparente e com a defesa da pátria”, continuou.
Em comunicado, a bancada do PL reafirmou que “seguirá firme na articulação por pautas de interesse da sociedade, com base no diálogo e na maioria representada pelos líderes da Casa”.
Na quarta, 7, Sóstenes disse haver um acordo para pautar a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, assim como fim do foro privilegiado.
“Presidente Hugo Motta pediu aos líderes aqui representados, construímos compromisso que a na próxima semana abriremos trabalhos nessa casa pautando mudança do foro privilegiado para tirar a chantagem que muitos deputados e senadores vem sofrendo por parte de alguns ministros do STF”, afirmou.
“Presidência da Câmara é inegociável“
Como mostramos, Motta negou nesta quinta-feira, 7, existência de qualquer acordo relacionado à anistia de investigados pelos atos de 8 de janeiro como condição para a retomada dos trabalhos legislativos.
Ele também afirmou que a presidência da Mesa Diretora da Casa é “inegociável”.
“A presidência da Câmara é inegociável. A negociação feita pela retomada não está vinculada a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia prerrogativa com oposição, governo, ninguém”, disse Motta, rebatendo declarações do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que havia sugerido um possível entendimento sobre o tema como parte da pacificação na Casa.
A sessão plenária da quarta-feira, 6, foi marcada por impasse após deputados bolsonaristas ocuparem cadeiras da Mesa Diretora, o que levou partidos como PP e União Brasil a ameaçarem romper a coalizão que sustenta o comando da Câmara.
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