Para livrar Bolsonaro do STF, Câmara vai votar fim do foro privilegiado
A proposta passou a ser encampada pelos integrantes do PL como uma forma de livrar o ex-presidente das ações no STF
A Câmara dos Deputados deve votar, na semana que vem, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com o foro privilegiado no país. A proposta passou a ser encampada pelos integrantes do PL como uma forma de livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro do julgamento da ação penal sobre a tentativa de golpe que deve acontecer em setembro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Esse tema faz parte do chamado “pacote da paz” idealizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pela bancada bolsonarista no Congresso. Além do fim do foro privilegiado, o pacote de medidas conta também com o projeto de lei de anistia “geral e irrestrita”. O próprio Flávio já foi beneficiado por mudanças no entendimento sobre o foro privilegiado.
“Nós construímos o compromisso com essas lideranças que na próxima semana, abriremos os trabalhos dessa casa, pautando a mudança do foro privilegiado para tirar a chantagem que muitos parlamentares, deputados e senadores, vem sofrendo por parte de alguns ministros do STF”, disse o líder do PL Sóstenes Cavalcante.
O fim do foro é uma pauta endossada por partidos como União Brasil, MDB e até o PSD de Gilberto Kassab.
Sóstenes ainda declarou que há um compromisso para pautar o projeto de lei da Anistia. Entretanto, o tema ainda não é consenso entre as lideranças parlamentares.
Lideranças do PP e do União Brasil, do outro lado, ameaçaram abandonar a coalizão para obstruir, regimentalmente, a Câmara caso parlamentares bolsonaristas insistissem em manter a ocupação da Mesa Diretora da Casa.
Como registramos, integrantes da oposição ao governo Lula se inspiraram no Movimento Sem Terra (MST) e em resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam, nesta terça-feira, cinco lugares da Mesa Diretora da Câmara. Desde então, eles impediram a retomada dos trabalhos parlamentares.
Conforme apurou O Antagonista, a articulação foi conduzida pelo líder do PP, deputado Dr. Luizinho (RJ), e pelo ex-líder do União Brasil Elmar Nascimento (BA), ambos aliados do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que também participou das negociações. Os três atuaram como fiadores do atual comandante da Casa, Hugo Motta (Republicanos).
A sessão desta quarta estava prevista para ser retomada às 20h30, mas só foi aberta por volta das 22h30. Nem mesmo a ameaça feita por Motta de suspender os mandatos dos deputados que participaram do motim foi o suficiente para que eles desistissem da ocupação da Mesa Diretora.
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Comentários (7)
Antonio Carlos
08.08.2025 10:31Bolsopetismo não ajuda o papai e clã boçalnaro cria outro meio de impunidade
Marcos Rezende
07.08.2025 16:36Se temos o PIOR Congresso da história, o PIOR STF da história, o PIOR Executivo da história. Os piores pré-candidato da história. SERÁ QUE TEMOS CHANCE DE DAR CERTO COMO NAÇÃO?
Paulo Pinto
07.08.2025 11:02O Bolsonaro não devia estar no foro privilegiado.
Marcos Rezende
07.08.2025 10:20O "povinho" da Câmara quer na verdade é se livrarem dos inquéritos de desvio de emendas. É muito BAIXO esse parlamento Brasileiro. BANDIDOS SÃO BANDIDOS E TEM QUADRILHA PARA SE PROTEGEREM. E o povo? Que vá à PQP.
Fabio B
07.08.2025 07:31Mas não faz sentido acharem que isso livraria o Bolsonaro.
Fabio B
07.08.2025 07:30Isso de fato seria uma medida eficaz que aliviaria muito vagabundo que tem o rabo preso no STF.
Annie 40
07.08.2025 06:14Para Alexandre de Moraes sobra a Magnitsky