Quaquá volta atrás e declara apoio a Benedita para o Senado
Vice-presidente nacional do PT havia rompido com a deputada, mas mudou de decisão após reunião com Paes e Pedro Paulo
O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá (PT), reconsiderou sua própria decisão e declarou apoio à candidatura da deputada federal Benedita da Silva (PT) ao Senado nesta quarta-feira, 8.
Em postagens no Instagram, Quaquá apareceu ao lado de Benedita, do ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD) e do deputado federal Pedro Paulo (PSD), que também disputa uma vaga ao Senado.
“Minha senadora. Cê viu que eu sou um cara que evoluo”, diz Quaquá no vídeo, após receber um beijo no rosto de Benedita.
“Não é hora de pensar com o fígado e de deixar que divergências sejam mais importantes que o principal, que é salvar o Rio da completa lama em que se meteu”, escreveu o ex-prefeito.
A mudança de posição ocorreu após uma reunião de Quaquá com Eduardo Paes e Pedro Paulo em Maricá, onde o ex-prefeito do Rio de Janeiro cumpriu agendas de pré-campanha ao governo estadual.
Mudança de rumo
Em junho, Quaquá havia declarado apoio à candidatura de Pedro Paulo, descartando o apoio à correligionária petista na disputa.
O prefeito decidiu romper com Benedita após um desentendimento envolvendo a escolha do suplente em sua eventual chapa.
“O grupo majoritário do Rio topou apoiá-la e ofereceu um suplente, o líder do PT na Câmara do Rio, Felipe Pires, e ela não topou. Ela disse que tem idade avançada e quer deixar a suplência de herança para o Manoel Severino, seu chefe de gabinete, que certamente trará escândalos para a campanha, já que estava ligado a saques de dinheiro no Mensalão”, diz Quaquá.
O presidente Lula (PT) firmou um acordo com o PSD do Rio para apoiar a candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) ao Palácio Guanabara.
A reclamação de Benedita
Em abril, Benedita chegou a escrever um artigo no portal Brasil 247 defendendo o “direito de decidir” sobre a composição da própria chapa ao Senado Federal.
O texto respondia a declarações de Quaquá, que rejeitou a indicação de Manoel Savarino como suplente. Segundo Quaquá, o nome estaria “envolvido em escândalos”.
Como alternativa, o prefeito de Maricá sugeriu o vereador carioca Felipe Pires e o pastor e cantor Kleber Lucas.
“Fomos, portanto, surpreendidos com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos. Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo”, afirmou o dirigente em nota.
“Debate coletivo”
No artigo, Benedita defende que a escolha dos suplentes seja definida em um “debate coletivo”.
“A composição da chapa que liderarei nesta eleição passa por um debate coletivo e uma decisão política entre todas as instâncias do meu partido, porém, é importante reafirmar que esta escolha também passa – necessariamente – pelo meu direito de decidir, pois trata-se de uma decisão política que envolve confiança, alinhamento de projeto e compromisso com a nossa população”, escreveu.
A deputada também cobrou respeito à sua trajetória e capacidade de decisão, além de criticar práticas que, segundo ela, historicamente limitam a autonomia de lideranças, especialmente mulheres, pessoas negras e moradores de favelas.
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