Quaest: aprovação de Castro sobe 10 pontos após megaoperação
Pesquisa mediu também apoio a medidas mais duras contra facções
Pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo, 2, mostra que a aprovação à gestão do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (foto), subiu dez pontos percentuais após a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha.
Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados aprovaram a administração estadual, ante 43% registrados em agosto. A desaprovação se manteve estável, passando de 41% para 40%.
Percepção sobre segurança pública
O efeito da operação também se refletiu na percepção da população sobre a segurança pública.
A avaliação positiva do trabalho de Castro na área subiu de 22% para 39%, enquanto a desaprovação caiu de 45% para 34%.
Por outro lado, a atuação do governo federal na segurança foi considerada negativa por 60% dos entrevistados, e apenas 18% a avaliaram como positiva.
Capital político
Para o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, os resultados indicam que a operação foi politicamente favorável ao governador.
“Há uma postura positiva do governador, na visão das pessoas, de enfrentar o problema, tanto que Cláudio Castro passa a ser aprovado em quase todos os segmentos da sociedade”, disse.
O levantamento sugere que a operação fortaleceu o capital político de Castro, com potencial impacto em sua candidatura ao Senado em 2026.
A avaliação positiva se destacou especialmente entre eleitores de direita e em segmentos preocupados com segurança pública.
Garantia da Lei e da Ordem
A pesquisa mostra que a população apoia medidas mais rígidas contra facções criminosas. Quando questionados sobre a adoção da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), 59% disseram ser favoráveis, 38% contrários e 3% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 30 e 31 de outubro, com 1.500 entrevistas em todo o estado, margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O levantamento mostra que a aprovação cresceu mais na capital, subindo de 32% para 47%, enquanto na Baixada Fluminense chegou a 63%.
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