PT reserva mais de R$ 120 milhões do fundo eleitoral para campanha de Lula
Para as campanhas dos candidatos a deputado federal e senador, o Partido dos Trabalhadores reservou 326,14 milhões de reais
O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu nesta sexta-feira, 3, as fatias do montante total do fundo eleitoral a ser recebido pela sigla que serão destinadas para a campanha do presidente Lula (PT) à reeleição e para as campanhas de candidatos a deputado federal e senador.
Ao todo, serão distribuídos cerca de 4,9 bilhões de reais do fundo, entre 30 partidos, para as eleições deste ano. O PT receberá 615,36 milhões de reais. Deste montante, a sigla definiu que serão 20% (123 milhões de reais) para a campanha de Lula, 43% (264,6 milhões de reais) para as de candidatos à Câmara e 10% (61,53 milhões de reais) para as de candidatos ao Senado.
Criado pela Lei nº 13.487/2017, o fundo eleitoral – oficialmente, Fundo Especial de Financiamento de Campanha – é constituído por dotações orçamentárias da União em ano eleitoral e tem como finalidade custear as campanhas de candidatas e candidatos.
A distribuição dos recursos do fundo observa os critérios estabelecidos na Lei das Eleições. Do total disponível:
- 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE;
- 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados;
- 48% são repartidos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados; e
- 15% são divididos conforme a representação dos partidos no Senado Federal.
O PL e o PT são os partidos que receberão as maiores fatias do fundo em 2026. O Partido Liberal, do senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (RJ), ficará com 881,65 milhões de reais.
“Tarefa estratégica”
O diretório nacional do PT aprovou nesta sexta também uma resolução segundo a qual a reeleição de Lula constitui “uma tarefa estratégica para consolidar nosso projeto de nação soberana retomado em 2023”.
Segundo o partido, “não se trata apenas da continuidade de um governo bem avaliado, mas da possibilidade histórica de aprofundar um novo ciclo de desenvolvimento baseado na inclusão social, na reindustrialização do país, na transição ecológica, na valorização dos trabalhadores, na soberania econômica e na ampliação da democracia”.
A resolução critica o governo dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
“A experiência recente demonstrou que não existe neutralidade entre esses projetos. As escolhas econômicas, sociais e políticas produzem resultados concretos na vida do povo. Enquanto os governos neoliberais de Temer e Bolsonaro aprofundaram a fome, o desemprego, a precarização do trabalho e a concentração de renda, o governo do presidente Lula voltou a colocar o Estado a serviço do desenvolvimento nacional e da melhoria das condições de vida da maioria da população”, diz.
Intenções de voto
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na quarta-feira, 1º, aponta que Lula tem 6,5 pontos de vantagem sobre Flávio no segundo turno.
O petista aparece na disputa com 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% do filho de Jair Bolsonaro.
Em abril, antes do vazamento dos áudios enviados por Flávio a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, eles estavam empatados com 48% dos votos.
Em maio, Lula tinha 48,9% das intenções de voto, ante 41,8% de Flávio.
A pesquisa foi suspensa por decisão liminar do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, após questionamento da pré-campanha de Flávio.
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