PT quer atacar imagem de um Flávio “moderado”
Partido definiu em reunião nesta terça-feira como vai associar o senador ao legado do pai e barrar avanço nas pesquisas
Em reunião nesta terça-feira, 24, integrantes da Executiva do PT traçaram os rumos do enfrentamento ao pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ideia é desconstruir a imagem de moderação que o senador vem cultivando.
De acordo com avaliação interna, parcela do eleitorado vê Flávio como um político distinto do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e, portanto, mais próximo ao Centro e à centro-direita. O PT pretende reverter essa percepção antes que se consolide.
A estratégia definida passa por reativar a associação entre o sobrenome do senador e o histórico do governo anterior.
Pandemia e condenação no STF entram no roteiro
Entre os episódios que os petistas querem resgatar estão a gestão da pandemia de Covid-19 durante o governo Jair Bolsonaro, período que gerou forte desgaste popular, e a condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe.
Além dos temas ligados ao pai, o PT também planeja retomar casos da própria trajetória de Flávio. O esquema das rachadinhas, investigado quando o senador ainda exercia mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro, e suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo uma loja de chocolates de sua propriedade figuram entre os pontos a serem explorados.
CPI do INSS e tensão com o STF também pautaram o encontro
A reunião tratou ainda da CPI do INSS. O partido discutiu a possibilidade de apresentar pedido de suspeição contra o presidente da CPI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), em razão de suposto envolvimento com a Igreja Lagoinha, instituição mencionada no escândalo do Master.
O tema ganhou contorno após o ministro Flávio Dino, também do STF, conceder prazo de cinco dias para que Viana explicasse o repasse de R$ 3,6 milhões em emendas a uma fundação ligada à Lagoinha — decisão que irritou o senador.
Edinho Silva também apresentou aos parlamentares um panorama das articulações eleitorais do PT nos estados, com foco na formação de palanques para 2026. Segundo relatos de participantes, o encontro foi descrito internamente como produtivo e serviu para alinhar as posições da bancada diante do cenário eleitoral que se desenha.
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