PT em torno de Edinho Silva?
Quaquá teria recuado de candidatura à presidência da sigla após reunião com Gleisi Hoffmann e abre espaço para ex-prefeito de Araraquara
O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, deve anunciar a desistência de sua candidatura à presidência do PT nesta segunda-feira, 19, segundo O Globo.
A decisão foi tomada após reunião com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman – a última presidente da sigla -, em busca da unidade da corrente majoritária do partido, a CNB, pela candidatura do ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva (à direita na foto).
Oficialmente, Quaquá ainda não comunicou sua retirada da disputa interna. No entanto, o prefeito da cidade de Maricá entende que não poderia se opor ao candidato de preferência do presidente Lula (PT).
Em abril, Quaquá chegou a escrever em um grupo de WhatsApp da CNB que não apoiaria Edinho Silva.
“Nossa [unidade] não! Edinho não é meu candidato! De onde surgiu a candidatura dele? Qualquer militante pode ser candidato… Eu vou lançar a minha na semana que vem!”, escreveu.
A votação interna da sigla está marcada para 6 de julho.
Disputa
Com a iminente saída de Quaquá, quatro candidatos devem disputar a presidência do PT.
Além de Edinho Silva, o deputado federal Rui Falcão, Valter Pomar e Romênio Pereira registraram candidatura.
Falcão presidiu o partido em duas oportunidades: a primeira foi entre 1993 e 1994 e a segunda, entre 2011 e 2017.
Em 12 de março, o petista divulgou uma carta aberta, criticando a busca pela “despolarização”.
“Nosso partido deve rechaçar os apelos à despolarização, palavra da moda que significa levar-nos a uma transição efetiva para o centro, com um forte rebaixamento ideológico, programático e organizacional”, afirmou.
“A construção de coalizões para vencer as eleições e governar não pode ser vista como contraditória com a disputa pública de hegemonia pelos partidos do campo popular. O partido não pode ser reduzido a um braço institucional do governo de frente ampla”, acrescentou.
Edinho Silva, seu principal oponente no PT, tem defendido que o partido precisa ampliar suas alianças e deixar de alimentar a polarização política.
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