Prisão de traficante via Smart Sampa turbina criticas à Defensoria Pública
Órgão pediu à Prefeitura de SP para não usar reconhecimento facial em blocos de rua
Apontado como um dos chefes do tráfico de drogas de Curitiba, no Paraná, Rômulo Alves Farias, o “Bem Bom”, foi preso no bairro da Consolação, em São Paulo, após ser reconhecido pelas câmeras do Smart Sampa nesta quarta-feira, 26.
Imagens registradas pelas câmeras identificaram o foragido na Rua Augusta, quando foi localizado pelo sistema e as equipes da Guarda Municipal (GCM) foram até o local para realizar a prisão.
Segundo as autoridades, Bem Bom teria integrado uma quadrilha que assaltou uma agência bancária em 2014.
Apesar de três defensoras públicas de São Paulo enviarem um ofício para interromper o sistema no período de Carnaval, a prisão do criminoso só foi possível graças a SmartSampa.
A repercussão foi negativa para a Defensoria Pública-Geral do Estado de São Paulo, que precisou divulgar uma nota para dizer que “reafirma seu compromisso com a proteção dos direitos fundamentais e reconhece a importância de iniciativas que busquem aprimorar a segurança pública e a gestão urbana, como o programa Smart Sampa”.
Balanço
Dados da prefeitura de São Paulo indicaram a prisão de 1.902 criminosos em flagrante e 719 foragidos da Justiça desde a implementação do Smart Sampa.
Outras 41 pessoas que estavam desaparecidas foram localizadas.
Apenas em fevereiro de 2025, foram presos 143 foragidos da Justiça.
Leia mais: “SP: Defensoria não quer reconhecimento facial no Carnaval“
“Prisômetro”
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) inaugurou na terça-feira, 24, o “Prisômetro”, um painel com informações sobre quantas prisões foram feitas desde que o monitoramento por 23 mil câmeras começou.
Os números da Prefeitura indicam que, a partir desse monitoramento, já foram presos em flagrante 1.902 criminosos e 720 condenados foragidos da Justiça — um deles, traficante foragido desde março de 2023, foi detido no sábado, 22, em um bloco de carnaval na rua Augusta. Além disso, foram localizadas 41 pessoas que estavam desaparecidas.
A Prefeitura já informou que o monitoramento não será interrompido durante o Carnaval. E boa parte da capital paulista ficou sabendo disso por causa da tentativa de algumas defensoras públicas de paralisar o funcionamento do sistema. Essa é a forma mais generosa de interpretar o ofício encaminhado à Prefeitura.
Leia também: “Abre alas para o bloco dos bandidos?”
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Comentários (1)
MARCOS
28.02.2025 15:25defensoria pública de bandidos?