“Pretendo recorrer e lutar até a última instância”, diz Castro sobre decisão do TSE
Corte Eleitoral declarou ex-governador inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que pretende recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o declarou inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
“Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, disse.
O ex-governador afirmou ainda que os fatos analisados não tiveram impacto sobre o resultado das urnas e que se referem a período anterior à campanha.
“Se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi. Isso foi reconhecido pelo TRE do Rio de Janeiro. Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população“, afirmou.
Castro também disse ter recebido a decisão com inconformismo e mencionou o resultado eleitoral obtido em 2022.
“Recebo com grande inconformismo a decisão que, hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses“, pontuou.
Entenda
O Tribunal decidiu nesta terça, 24, tornar inelegível o ex-governador com placar de 5 votos a 2. Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti, Cármen Lúcia e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. Já Nunes Marques votou contra a condenação e o ministro André Mendonça votou para rejeitar aplicação de inelegibilidade a Castro. Para Mendonça, em função da renúncia de Castro ao mandato de governador na segunda, 23, a cassação ficou prejudicada.
O TSE também decidiu pela inelegibilidade do deputado estadual afastado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e de Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj.
Leia mais: TSE forma maioria para condenar Castro e torná-lo inelegível por oito anos
A ação que estava sob análise do TSE trata de suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de projetos vinculados à Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo o Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo, essas iniciativas teriam sido utilizadas para ampliar a visibilidade política de Castro e favorecer sua campanha à reeleição.
Entre os programas citados estão Esporte Presente, Casa do Trabalhador, RJ para Todos e Cultura para Todos, além de ações ligadas à área de segurança pública. No caso da Uerj, as irregularidades apontadas envolvem projetos como o Observatório Social da Operação Segurança Presente.
A tese central foi a de que a estrutura pública teria sido mobilizada de forma indevida em benefício eleitoral. Além disso, teria havido o aumento exponencial do orçamento e valores empenhados pela Ceperj para a execução de projetos não previstos na lei. A acusação aponta que houve a manutenção de uma “folha de pagamento secreta” de 18 mil pessoas contratadas sem concurso público.
O caso já havia sido analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), onde a maioria dos desembargadores reconheceu a existência de irregularidades administrativas nos programas investigados.
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Comentários (1)
Marcos
25.03.2026 09:50JUSTIÇA PROVOU O ABUSO ECONÒMICO E ELE NÃO CONSIDERA UM DESFECHO JUSTO. CARIOCA, NÃO VOTE NESSE CARA PARA SENADOR.