Presidente do PT celebra indicação de Messias para o STF
"Escolha acertadíssima", disse Edinho Silva sobre a ecolha de Lula
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, celebrou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.
A decisão foi oficializada nesta quinta-feira, 20, depois que o presidente Lula recebeu o AGU no Palácio da Alvorada.
“A indicação de Jorge Messias para o STF é uma escolha acertadíssima. Ele é jurista brilhante, preparado, sério, com profundo conhecimento constitucional. O Brasil ganha com a indicação de um ministro que honra o Direito e honra o povo brasileiro”, escreveu o petista no X.
Messias era tido como favorito à vaga. Nesta semana, em conversa tida com Rodrigo Pacheco, o presidente Lula já havia confirmado a indicação ao ex-presidente do Senado.
A aprovação de Messias no Senado
Integrantes do Senado deixaram claro ao presidente Lula que não é totalmente garantia a aprovação do nome de Messias. A recondução do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao cargo deu um indicativo concreto ao Planalto de que a aprovação de Messias não será uma tarefa fácil.
Gonet teve 45 votos favoráveis e 26 contrários. Nas contas do governo Lula, existem hoje pelo menos 40 votos garantidos para aprovar o nome de Messias ao Supremo. Por isso, o presidente Lula tem dito a aliados que vai atuar pessoalmente para emplacar seu atual Advogado-Geral da União ao cargo.
Barroso anunciou sua aposentadoria em 9 de outubro deste ano.
Barroso afirmou sentir que “agora é hora de seguir outros rumos“.
“Nem sequer os tenho bem definidos, mas não tenho qualquer apego ao poder e gostaria de viver um pouco mais da vida que me resta sem a exposição pública, as obrigações e as exigências do cargo. Com mais espiritualidade, literatura e poesia”.
Ele prosseguiu: “Como todos nós sabemos, os sacrifícios e os ônus da nossa função acabam se transferindo aos nossos familiares e às pessoas queridas, que sequer têm qualquer responsabilidade pela nossa atuação. Gostaria de me despedir com uma breve reflexão sobre a vida, sobre o Brasil e sobre o Supremo Tribunal Federal”.
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