“Precisamos transformar energia democrática em grande pacto nacional”, diz Gilmar
Decano do STF tem deliberado com políticos do Centrão sobre alternativa à anistia aos condenados pelo 8/1
Após grupos de esquerda irem às ruas contra a PEC da Blindagem, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou no domingo, 21, que é preciso transformar “essa energia democrática em um grande pacto nacional entre Executivo, Legislativo e Judiciário”.
“As manifestações de hoje contra a anistia dos atos golpistas são a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia. Em diferentes momentos, registraram-se demonstrações de apoio ao Supremo Tribunal Federal, que esteve, mais uma vez, à altura da sua história, cumprindo com coragem e firmeza a missão de proteger as instituições e responsabilizar exemplarmente os que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.
Graças à atuação vigilante do STF e à mobilização da sociedade, o Brasil reafirma que não há espaço para rupturas ou retrocessos. Não por acaso, a bandeira que se estendeu nas ruas foi a do Brasil, símbolo maior da nossa soberania e da unidade nacional.
A mensagem é clara: é hora de olhar adiante! Precisamos transformar essa energia democrática em um grande pacto nacional entre Executivo, Legislativo e Judiciário, comprometido com uma agenda de reconstrução e de futuro.
O país clama por estabilidade e por avanços concretos em áreas como economia, segurança pública, meio ambiente e justiça social. Somente com unidade e visão de longo prazo construiremos um Brasil mais forte e verdadeiramente democrático para as próximas gerações”, escreveu o decano no X.
“Pacto” ou acordão?
Os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do STF, participaram por telefone da reunião de Michel Temer (MDB) com os deputados federais Aécio Neves (PSDB-MG) e Paulinho da Força (SD-SP), realizada na quinta-feira, 18, na casa do ex-presidente em São Paulo.
O grupo deliberou sobre reduzir penas do 8/1 em vez de aprovar anistia aos envolvidos, mediante o projeto de lei que teve urgência aprovada na Câmara dos Deputados no dia 17.
Temer, ao final da reunião de quinta-feira, anunciou em vídeo gravado com Paulinho e Aécio o que chamou de “pacto republicano”, rebatizando o PL da Anistia como “PL da Dosimetria”, “em comum acordo com o Supremo Tribunal Federal, com o Executivo”.
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Comentários (4)
Olinha
22.09.2025 10:55Pacto no vocabulário deste senhor significa moldar as leis por conveniência. Judiciário podre.
Luis Eduardo Rezende Caracik
22.09.2025 10:00Pacto para redução de penas mostra mais uma vez a tendência brasileira de perdoar o imperdoável. A lei é clara, mas torná-la flexível apenas mostra que as forças contrárias à correta aplicação das leis é muito grande e vai vencer mais uma vez. É o brasil fazendo o mesmo que já se fez no passado, esperando resultados diferentes.
Claudemir Silvestre
22.09.2025 09:12Não existe PACTO com o LADRÃO DESCONDENADO do LULA na presidência da república !! O brasileiro honesto e verdadeiramente patriota não vai aceitar isso !!!
Ernesto Herbert Levy
22.09.2025 09:02Gilmar estava sumido nos últimos tempos. O momento de "reduzir" penas exageradas do 8/1 já passou. Eu não "ouvi" GM se manifestar durante o "julgamento". Deveriam ter pensado isto antes. A ânsia do STF de vingar-se de Bolsonaro e seus apoiadores, disfarçada em defesa da "democracia" acabou desembocando nesta tentativa de anistia geral e blindagem dos membros do congresso. Já ensinava Newton. A cada ação uma reação igual e no sentido inverso. Só espero que no "pacto" não sejam todos "imunizados", inclusive o STF. Todos os poderes precisam ter responsabilidade por seus atos. Ninguém pode estar acima da lei impunimente. Quer respeito? Respeite.