Polícia prende chefes do tráfico em favela visitada por Lula em SP
O presidente e a primeira-dama Janja visitaram a Favela do Moinho, na capital paulista, em 26 de junho
As polícias Civil e Militar, em parceria com o Ministério Público de São Paulo, prenderam nesta segunda-feira, 8, pelo menos três acusados de chefiar o tráfico de drogas na Favela do Moinho, no centro da capital paulista.
O presidente Lula e a primeira-dama Janja visitaram o local em 26 de junho.
Batizada de Sharpe, a operação cumpre dez mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão na Favela do Moinho.
Segundo a TV Globo, Alessandra Moja, irmã do traficante Leonardo Moja, o Leo do Moinho, era o principal alvo da operação e foi presa.
José Carlos Silva, substituto de Leo do Moinho na liderança do tráfico no local, e Jorge de Santana, proprietário de um bar que armazenava drogas e armas, também foram presos.
A ação é desdobramento da Operação Salus et Dignitas, deflagrada em 6 de agosto de 2024 para desarticular ações do crime organizado na região da Cracolândia.
“A operação teve como resultado a quase total eliminação das cenas abertas de uso de drogas na região, já que o tráfico de drogas era, segundo o levantamento feito por um ano, apenas uma das vertentes dos crimes cometidos em um ambiente transformado em um verdadeiro ‘ecossistema para o cometimento de ilícitos’, cujas ordens centrais partiam do Primeiro Comando da Capital – PCC no interior da comunidade conhecida como Favela do Moinho”, afirmou o MPSP.
“Na ocasião, nenhum dependente foi detido. Houve, entretanto, a detenção de lideranças e fechamento de inúmeros estabelecimentos (hotéis, bares, empresas de reciclagem, lojas para venda de celulares) dominados pela organização criminosa, bem como a prisão de agentes públicos envolvidos em atividade de milícia”, continuou.
As investigações indicaram que Leo do Moinho continuava emitindo ordens criminosas de dentro do presídio, “com a finalidade de intimidar funcionários do CDHU, impedindo, outrossim, que as famílias residentes aceitem indenização pelas suas moradias sob o falso pretexto de resistência da comunidade local”.
O encontro entre Alessandra Moja e o governo Lula
O site Metrópoles revelou em julho que o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, esteve na sede da ONG Associação da Comunidade do Moinho, liderada por Alessandra Moja, para articular a visita do presidente Lula.
Segundo o portal, documentos mostram que a sede da entidade foi usada para guardar drogas para o PCC.
Como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Macêdo é pela relação do governo com os movimentos sociais.
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Comentários (3)
Annie
08.09.2025 11:24Tudo junto e misturado.
Luis Eduardo Rezende Caracik
08.09.2025 08:30Poderiam explicar qual a ligação que o Antagonista enxerga entre a visita de Lula e o fato relatado? Será que querem mostrar alguma ligação entre Lula e os traficantes? Ou será que quando Lula esteve lá identificou uma situação grave e a relatou ao Ministério da Justiça que por sua vez acionou o ministério público de SP para fazer alguma coisa?
Marcia Elizabeth Brunetti
08.09.2025 08:19LULE e Janje devem estar chocados com a policia ! O que esses traficante a fizeram não é crime . É manifestação cultural de uma favela que vive feliz, unida, com seu lugar de fala. Se eu fosse o presidente, mandaria prender todos os policiais!