Polícia faz operação para prender suspeitos de matar ex-delegado-geral de SP
Policiais cumprem seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão; crime é atribuído ao PCC
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta sexta-feira, 26, uma operação para prender os suspeitos pelo assassinato do ex-delegado-geral da Polícia de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, executado em 15 de setembro em Praia Grande, no litoral paulista.
Os policiais cumprem seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo atribui o assassinato de Ruy Ferraz Fontes ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
“O Garra/Dope, através da equipe de intervenções estratégicas que está participando da força-tarefa da delegacia-geral que investiga o crime envolvendo o ex-delegado-geral, realiza diligências. As investigações estão avançadas. É uma grande força-tarefa que nos próximos dias também terá mais pessoas presas, mais respostas a esse crime horrendo e violento”, afirmou o delegado do Garra/Dope Tom Blumer.
12 tiros
O laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) apontou que o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto com ao menos 12 tiros de fuzil, segundo informações do G1.
O relatório completo sobre o crime, ocorrido no dia 15 de setembro, na cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo, ainda está em estágio de elaboração.
De acordo com peritos da Polícia Técnico-Científica, os criminosos utilizaram dois tipos de fuzis: um de calibre 5.56 mm e outro de 7.62 mm.
Imagens de câmeras de segurança mostram seis criminosos saindo de veículos e efetuando 21 disparos contra o ex-delegado.
A perícia também identificou 29 perfurações no carro em que Ruy Fontes estava no momento da execução.
Leia também: Ex-delegado-geral de SP estava jurado de morte pelo PCC, indica relatório
Derrite atribui execução ao PCC
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou em 18 de setembro ‘não restar dúvidas’ de que a execução de Ruy Ferraz Fontes pode ser atribuída ao PCC.
“Para nós, não resta dúvida. A dúvida, e a gente não descarta possibilidades, é se a execução foi motivada por conta do combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou por conta de uma atuação atual como secretário municipal em Praia Grande. Agora, que há participação do crime organizado, não resta dúvida por conta principalmente do Masquerano [Felipe Avelino da Silva], que é um indivíduo […] que pertence à organização criminosa PCC por conta dos trabalhos de inteligência tanto do DIPOL [Departamento de Inteligência da Polícia Civil] quanto do Centro de Inteligência da Polícia Militar.
Então tem um histórico de relatórios de inteligência [dizendo] que ele exerce inclusive uma função de final da disciplina [nome dado à liderança que dita as regras dentro do PCC], como assim chamado, na região do ABC. Uma função de relevância dentro da organização criminosa. Então não tem como descartar. Isso é um fato. O crime organizado participou da execução. Agora a motivação é que ainda está em aberto, e nós estamos avaliando as duas possibilidades.”
Quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no assassinato de Ruy Ferraz Fontes: Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista, Rafael Dias Simões e Willian Marques.
Outros quatro suspeitos estão foragidos: Flávio Henrique de Souza, Felipe Avelino da Silva (Mascherano), Luiz Antônio Rodrigues Miranda e Umberto Alberto Gomes.
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