Polícia de SP captura foragidos em estádio durante Libertadores
Sistema de monitoramento do governo paulista identificou dois homens com mandados em aberto no Allianz Parque, estádio do Palmeiras
Dois homens procurados pela Justiça foram presos pela Polícia Militar dentro do Allianz Parque, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na noite de quinta-feira, 28.
A detenção foi feita durante a partida entre Palmeiras e Junior Barranquilla, pela Copa Libertadores, e teve como ponto de partida o disparo automático de alertas gerados por câmeras de reconhecimento facial instaladas no estádio — tecnologia que integra o programa estadual Muralha Paulista.
Como as prisões aconteceram
Segundo a Agência SP, os dois suspeitos foram detectados individualmente no momento em que acessaram o estádio. Um deles entrou pelo portão A, na área central-oeste da arena, e o outro pelo portão C.
O sistema cruzou as imagens captadas com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e, após a confirmação dos registros judiciais pendentes, os dois foram encaminhados ao Posto de Comando da operação policial montada para o evento.
Um dos detidos respondia por não pagamento de pensão alimentícia. O outro tinha pendência relacionada ao crime de lesão corporal.
O programa por trás das capturas
O Muralha Paulista é um projeto da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, desenvolvido em parceria com clubes de futebol paulistas. A rede reúne câmeras de reconhecimento facial, leitores de placas veiculares e dispositivos de monitoramento em tempo real, todos interligados a bancos de dados públicos e privados.
Desde que o sistema de monitoramento facial passou a operar nos estádios, mais de 300 foragidos da Justiça foram capturados. Além da identificação de procurados, a tecnologia também é usada para localizar pessoas desaparecidas, rastrear veículos furtados ou roubados e auxiliar na gestão do trânsito no entorno dos eventos.
O programa atua ainda como ferramenta de restrição de rotas de fuga, dificultando a movimentação de indivíduos com histórico criminal durante aglomerações públicas.
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