PL vai ao TSE contra campanha do ICL
Partido afirma que instituto utilizou estrutura empresarial para promover conteúdo eleitoral antes do período permitido
O Partido Liberal acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Conhecimento Liberta (ICL), acusando a entidade de utilizar sua estrutura empresarial para promover propaganda eleitoral antecipada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência em 2026. A ação sustenta que o instituto extrapolou a atividade jornalística ao organizar uma rede de divulgação de conteúdo político-eleitoral antes do período permitido pela legislação.
Na representação, o PL afirma que o ICL estruturou uma campanha digital para impulsionar um documentário sobre Flávio Bolsonaro, utilizando perfis institucionais nas redes sociais, grupos oficiais de WhatsApp, mecanismos de cadastramento de usuários e anúncios patrocinados para ampliar o alcance do material. Segundo o partido, a estratégia tinha como objetivo influenciar o debate eleitoral em benefício do governo do presidente Lula.
De acordo com a petição, usuários eram incentivados a comentar publicações nas redes sociais do instituto e, em seguida, direcionados para grupos de WhatsApp, onde recebiam conteúdos exclusivos e eram orientados a compartilhar o material com seus contatos pessoais “antes das eleições”. Para o PL, esse modelo caracteriza uma rede organizada de mobilização político-eleitoral financiada por pessoa jurídica, prática vedada pela legislação eleitoral.
A ação também cita dados da Biblioteca de Anúncios da Meta. Segundo o partido, o ICL patrocinou ao menos 137 anúncios relacionados ao documentário, com investimento estimado entre 70 mil e 80 mil reais e mais de um milhão de impressões. O PL sustenta que o impulsionamento foi contratado por uma pessoa jurídica, o que violaria as regras da pré-campanha.
Na representação, o partido pede que o TSE determine a interrupção imediata da mobilização digital, suspenda os grupos de WhatsApp criados para divulgar o documentário e proíba novos impulsionamentos. Também solicita que o ICL informe os valores gastos na produção e divulgação do conteúdo, detalhe eventuais contratos com a administração pública federal e apresente informações sobre possíveis repasses recebidos de partidos políticos.
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