PL articula 22 palanques estaduais para campanha de Flávio Bolsonaro
Com a definição o partido terá 14 candidatos próprios ao governo e oito nomes de legendas aliadas na disputa presidencial
O PL prepara uma ofensiva nacional para ampliar sua presença no Congresso e dar capilaridade à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O partido terá 22 palanques estaduais alinhados ao senador já no primeiro turno das eleições de outubro.
Do total, 14 serão formados por candidatos próprios do PL aos governos estaduais. Outros oito serão compostos por nomes de partidos aliados que decidiram apoiar Flávio na corrida presidencial. Em alguns estados, a articulação permitirá a existência de dois ou até três candidatos ao governo ou ao Senado ligados ao mesmo projeto nacional.
A estratégia também mira a formação das maiores bancadas da Câmara e do Senado a partir de 2027. Segundo o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, o partido terá 33 candidatos próprios ao Senado e chegará a 47 candidaturas majoritárias à Casa em todo o país.
“A nossa expectativa é termos um partido organizado em todas as unidades da Federação”, afirmou Marinho. Segundo ele, mesmo onde não houver candidato próprio do PL ao governo, a legenda terá nomes na disputa pelo Senado.
Crescimento do PL
Marinho atribui o crescimento da legenda à chegada de Jair Bolsonaro ao partido, em 2021. Ele cita como exemplo o desempenho nas eleições municipais.
Em 2020, o PL recebeu cerca de 3 milhões de votos para as prefeituras. Quatro anos depois, o número chegou próximo de 17 milhões de votos, segundo o senador.
O número de cidades com mais de 200 mil eleitores administradas pelo partido também aumentou. Eram apenas uma em 2020; em 2024, foram 16.
“O PL está muito mais forte e pronto para essas eleições. Não tenho dúvida nenhuma de que faremos a Presidência da República e a maior bancada na Câmara e no Senado”, disse Marinho.
O senador também definiu o PL como representante da direita no país e associou a legenda a pautas como defesa da família, da propriedade privada, do endurecimento contra o crime organizado e da redução do tamanho do Estado.
Flávio mira Congresso
Flávio Bolsonaro atribuiu a Marinho parte da articulação dos palanques estaduais e afirmou que a estrutura dará maior alcance à sua candidatura.
“Agradeço ao Rogério Marinho, que participou ativamente das negociações para essa composição, que vai dar uma capilaridade gigantesca para nossa candidatura no Brasil inteiro”, afirmou.
O senador também destacou a disputa pelas cadeiras do Congresso, especialmente no Senado, que terá renovação de dois terços dos parlamentares em 2026.
Flávio afirmou que pretende usar a eventual maioria de centro-direita para aprovar mudanças na legislação penal. Entre as propostas citadas estão a redução da maioridade penal e a classificação do PCC, do Comando Vermelho e de milícias como organizações terroristas.
“Não tenho dúvida de que o Senado, a partir de 2027, com a renovação de dois terços, vai ser ainda mais de centro-direita”, disse.
O candidato também prometeu endurecer as penas para crimes como roubo de celulares e declarou que pretende “declarar guerra aos narcoterroristas” a partir de janeiro de 2027.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)