Pintou o candidato de Bolsonaro no Rio?
Ex-presidente teria imposto duas condições para apoiar candidatura de Rodrigo Bacellar ao Palácio Guanabara
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) telefonou para o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), para declarar apoio à sua pré-candidatura ao governo estadual em 2026, segundo O Globo.
A indicação de Bacellar partiu do governador Cláudio Castro (PL), que promoveu uma costura política para viabilizar a candidatura do deputado estadual. Para isso, Castro indicou o vice-governador, Thiago Pampolha (MDB), para uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
No entanto, Bolsonaro impôs duas condições: o ex-presidente deseja escolher o candidato a vice-governador e avisou que retirará o seu apoio caso apareça algum episódio negativo contra Bacellar.
A candidatura de Bacellar não é unanimidade no Rio.
O pastor Silas Malafaia, aliado de Bolsonaro, afirmou que não assumirá compromisso de apoiar Baacellar. Para ele, a melhor escolha seria o nome do atual secretário de Transporte, Washington Reis (MDB).
Segundo a reportagem, o ex-presidente confessou a aliados que apoiaria Reis, caso ele consiga reverter sua inelegibilidade.
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Manobra
Em abril do ano que vem, Castro deve abrir mão do restante de seu mandato para focar na disputa por uma vaga no Senado Federal.
Caso Pampolha continuasse como vice, ele teria a oportunidade de disputar a reeleição ao Palácio Guanabara.
O governador, contudo, quer candidatura de Bacellar.
Com isso, indicou o nome de Pampolha – já aprovado – ao TCE-RJ. Assim, o sucessor imediato para assumir os últimos meses do governo do Rio – e ser conhecido pelos eleitores – é o presidente da Alerj.
Paes lidera
Levantamento do do Instituto Paraná indicou que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), está com o caminho livre em sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro em 2026.
Ele liderou a pesquisa com 48,9% das intenções de voto.
Em segundo lugar, está o deputado Tarcísio Motta (PSOL), com 8,7%, seguido por Rodolfo Landim, ex-presidente do Flamengo, com 8,5%; Rodrigo Bacellar (União Brasil), 8,2%; Thiago Pampolha (União Brasil), 3,6%; e Italo Marsili (sem partido), 1%.
Brancos e nulos somam 16,7% e indecisos, 4,5%.
O levantamento ouviu 1.680 eleitores e foi realizado entre 31 de março e 4 de abril em 60 municípios do Rio de Janeiro.
A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais.
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Comentários (1)
Fabio B
26.05.2025 16:09Se o mito apoia, boa coisa não deve ser.