PGR deve pedir prisão preventiva de Carla Zambelli
Paulo Gonet deve recorrer a acordo de cooperação internacional entre o Brasil e Itália; expediente já foi adotado durante o mensalão
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve pedir ainda nesta semana a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após ela anunciar que ficará na Europa mesmo já tendo sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão.
A informação foi dada primeiramente pela CNN Brasil e confirmada por este portal junto a investigadores que acompanham o caso. A ideia, conforme apurou O Antagonista, é que o Ministério Público Federal (MPF) recorra à cooperação internacional com a Itália para tentar a extradição da parlamentar. Ou, na pior das hipóteses, a prisão dela em território italiano.
A PGR também deve argumentar que a parlamentar tenta embaraçar investigações ao deixar o território brasileiro justamente antes do julgamento de todos os seus recursos. Outra providência que a PGR pode tomar agora é a solicitação para que o STF julgue, em caráter de urgência, todos os recursos judiciais pendentes em relação à parlamentar como, por exemplo, os embargos infringentes.
Apesar disso, há um problema que o próprio STF vai precisar equacionar: o advogado Daniel Bialski deixou a defesa da parlamentar. Assim, a deputada não pode sofrer o ônus processual e a ação dela, na prática, está trancada até a constituição de uma nova defesa.
O pedido de extradição já foi utilizado durante no caso envolvendo o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado em 2013 a 12 anos de prisão por envolvimento no esquema do Mensalão. Na época, Pizzolato adotou expediente semelhante ao de Zambelli. Ele deixou o Brasil no ínterim entre a condenação do STF e a decretação do trânsito em julgado da Suprema Corte.
Pizzolato também tem cidadania italiana e, segundo a Polícia Federal (PF), deixou o país em setembro após o STF confirmar a sua condenação. De carro, Pizzolato saiu do Rio de Janeiro e foi para a Argentina. De Buenos Aires, ele embarcou para a Espanha e de Barcelona ele seguiu para a Itália.
Em 2014, a Justiça Brasileira conseguiu, por meio da cooperação internacional, a prisão de Pizzolato. Mas ele foi extraditado apenas em 2015.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Fabio B
03.06.2025 14:06Essa mulher tem cidadania europeia mesmo? ou o apelido de "espanhola" é pelos "serviços" que prestava na Europa? Eu fico feliz só em saber que essa oportunista não poderá mais concorrer a nada por aqui. Que viva da profissão mais antiga e de PIX dos patriOtários.