PF tirou R$ 4 bilhões de circulação em 2024, diz Andrei Rodrigues
Para o diretor-geral da Polícia Federal, houve crescimento de valores apreendidos nos últimos dois anos
O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, afirmou na manhã desta sexta-feira, 27, que o órgão tirou de circulação, em 2024, mais de 4 bilhões de reais do crime organizado. Na lista, estão não somente recursos em dinheiro vivo, mas bens como imóveis e aeronaves.
“Este ano — o número ainda não está fechado, ainda temos hoje, inclusive, operação em andamento —, nós já apreendemos, ou seja, retiramos do crime organizado, mais de 4 bilhões de reais em bens, valores, móveis, imóveis, aeronaves, veículos, que foram efetivamente apreendidos pela Polícia Federal em suas operações e foram mais de 2,5 mil operações que nós fizemos neste ano de 2024″, disse o delegado-geral da PF.
Durante a entrevista à GloboNews, Andrei Rodrigues aproveitou o momento e fez críticas à gestão da PF durante o governo Jair Bolsonaro.
“Se comparado a 2022, antes de assumirmos a polícia, isso não chegava a R$ 700 milhões apreendidos por ano. Então, saímos de R$ 600, R$ 700 milhões para mais de R$ 4 bilhões de apreensão”, declarou ele.
“Os 27 estados têm nas suas capitais e mais cidades do interior um conjunto de atuação integrada da Polícia Federal com as polícias estaduais onde já realizamos mais de 300 operações, prendemos mais de 1 mil pessoas nesse esforço conjunto com os estados, com as polícias estaduais atuando com as polícias federais”, complementou.
Desvios de emendas na mira na PF
Nesta semana, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar possíveis irregularidades na liberação de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares que deveriam ser pagas até o final do ano. A decisão de abrir a investigação partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que também ordenou a suspensão imediata dos pagamentos.
O caso será conduzido pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP) da PF, com sede em Brasília. Essa unidade é responsável por casos de grande complexidade, como o inquérito sobre o suposto plano de golpe de Estado em 2022.
O que estipula a decisão?
Em sua determinação, Dino apontou que a distribuição das emendas não seguiu os critérios acordados entre o STF, o Congresso e o Executivo. O ministro também autorizou a apuração para verificar se houve crimes no processo adotado pela Câmara dos Deputados para liberar as verbas.
A continuidade dos pagamentos para 2025 estará condicionada ao cumprimento das normas estabelecidas em decisões anteriores, que buscam maior transparência.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)