PF quer avançar em investigações sobre atuação de Lulinha nos estados
A suspeita do órgão é que Roberta Luchsinger tenha usado o nome de Lulinha para firmar contratos com chefes dos Executivo estaduais
Integrantes da Polícia Federal (PF) têm defendido o pedido de abertura de uma nova investigação para apurar a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, e da lobista Roberta Luchsinger, junto a governadores e até mesmo prefeitos.
A suspeita da Polícia Federal é que Roberta tenha usado o nome do filho de Lula para abrir portas com chefes do Poder Executivo em todo o país e até com representantes de prefeituras.
Leia mais: Carlos Viana pede convocação de Padilha ao Senado por caso Lulinha
No final de semana, o jornal O Estado de S. Paulo revelou, com base em mensagens apreendidas pela PF, que Roberta intermediou a contratação de informática do empresário Cleber Ribas, um dos principais aliados da lobista, por órgãos vinculados ao governo do Maranhão.
Nos diálogos, Roberta também afirma a Lulinha que teria mediado um encontro entre o governador Carlos Brandão (MDB) com o presidente Lula para tratar da liberação de obras para o Estado. O governo estadual nega qualquer influência de Lulinha e de Roberta em convênios assinados pelo Poder Executivo e a União.
Lobista envia mensagem a Lulinha e narra reunião com governador
Em 22 de maio de 2024, a lobista enviou uma mensagem a Lulinha falando de uma reunião entre o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e Brandão. Depois dessa reunião, Lula anunciou um pacote de R$ 59 bilhões em obras para o Maranhão. Todas dentro do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Além disso, a empresa de Ribas, a 3Structure, conforme o Estadão, firmou contratos no valor de 5,8 milhões de reais com o governo estadual em 2024.
Hoje, Lulinha é alvo de três investigações no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). Duas conduzidas pelo ministro André Mendonça e uma por Flávio Dino. Todas apuram o crime de tráfico de influência do filho do ex-presidente da República. Uma das investigações mira justamente a atuação de Lulinha e Roberta na prospecção de contratos para a 3Structure junto ao governo federal.
Os contratos frustrados de Lulinha
Nesta terça-feira, a Folha de S.Paulo revelou que as investigações da PF mirando o primogênito do petista identificaram três tentativas de firmar contratos com o Ministério da Saúde: um para a venda de medicamentos à base de cannabis, outro para entrega de testes de diagnóstico para dengue e um terceiro para mediar parcerias com a Indústria Química do Estado de Goiás S.A. Nenhum deles foi adiante.
Outro lado
A defesa de Cléber Ribas divulgou a segunda nota sobre o assunto:
“Não é possível comentar sobre supostas mensagens sem acesso prévio aos dados brutos da interceptação telemática ou à totalidade das investigações em curso. Os vazamentos de trechos selecionados das comunicações e de interpretações feitas a partir desses extratos, todos vagos e descontextualizados, impossibilitam a efetiva atividade defensiva.
Reiteramos que os contratos celebrados com o Governo Federal foram firmados com a mais absoluta transparência, depois dos procedimentos administrativos previstos em lei e sem o favorecimento de quem quer que seja.”
Leia mais: Brilha uma estrelinha
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)