PF ouve Jair Bolsonaro e líder do PT nesta semana em inquérito sobre Eduardo
Oitiva do petista está marcada para 15h nesta segunda-feira, e a do ex-presidente está prevista para 15h na quinta-feira
A Polícia Federal (PF) vai colher nesta semana os depoimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), no inquérito aberto por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para investigar suposta atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.
Na decisão em que determinou a abertura da investigação, também atendendo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes ordenou ainda que a PF realize a oitiva de Bolsonaro e de Lindbergh. O magistrado estabeleceu um prazo de dez dias para que isso seja feito.
Dessa forma, a oitiva do petista está marcada para as 15h nesta segunda-feira. Já a do ex-presidente está marcada para as 15h na quinta, 5.
Na semana retrasada, o líder do PT na Câmara protocolou uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República pedindo a prisão de Eduardo.
Em publicação no X (antigo Twitter), o petista acusou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de promover uma “campanha sórdida, ao colaborar com políticos dos EUA” para atacar o Supremo Tribunal Federal com intuito de interferir no julgamento de seu pai sobre a tentativa de golpe.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, anexou a representação à petição que protocolou no STF para que fosse aberto o inquérito sobre Eduardo Bolsonaro, e é por causa dela que pediu que fosse determinada a oitiva do congressista do PT na investigação.
Lindbergh falou sobre seu depoimento, em publicação no X, nesta segunda. “Hoje, às 15h, presto depoimento à PF sobre as ações de Eduardo Bolsonaro nos EUA, que visam atacar o STF e ameaçar nossa soberania. Levo provas concretas dessa tentativa de golpe articulada no exterior. Seguimos firmes na defesa do Estado Democrático de Direito”, escreveu.
Em relação a Jair Bolsonaro, a PGR pediu a oitiva dele no inquérito para que preste esclarecimentos a respeito dos fatos, “dada a circunstância de ser diretamente beneficiado pela conduta descrita e já haver declarado ser o responsável financeiro pela manutenção do sr. Eduardo Bolsonaro em território americano”.
O inquérito aberto por ordem de Moraes investiga a suposta prática, pelo deputado licenciado, dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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