PDT aciona STF para anular eleição de Douglas Ruas na Alerj
Sigla alega que a Casa sofre interferência do tráfico e da milícia e pleiteia votação secreta
A executiva nacional do PDT decidiu ingressar com um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o pleito que elegeu o deputado estadual Douglas Ruas (PL, foto) como presidente da Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj.
A sigla também pretende pedir a convocação de uma nova votação, desta vez com voto secreto, além do afastamento imediato de Ruas até a realização de um novo pleito.
“Os deputados vão encaminhar junto ao STF um recurso de cancelamento da eleição realizada no dia de hoje, alegando que a Alerj hoje sofre interferência por parte do tráfico de drogas e das milícias, interferindo no funcionamento da Casa. Como existe um processo que apura envolvimento de deputados com o crime organizado, a necessidade do voto secreto é clara para estabelecer o processo de escolha de forma democrática, sem interferências externas ou ameaças”, afirmou o deputado estadual Vitor Júnior (PSD), que seria candidato na eleição desta sexta, 17, mas optou por desistir em forma de protesto.
O PDT já havia tentado entrado na Justiça do Rio para que a votação fosse secreta, porém, a desembargadora Suely Lopes Magalhães decidiu que fosse aberta.
A estratégia da sigla é levar o caso ao STF para aproveitar uma ação já em tramitação na Corte, relatada pelo ministro Luiz Fux, que trata das regras para eleições diretas e indiretas no estado.De acordo com Vitor Júnior, os advogados da legenda vão protocolar um recurso dentro desse processo, que já conta com maioria de votos favoráveis ao entendimento de que, em eleições indiretas ou para mandatos-tampão, o voto deve ser secreto.
Sessão anulada
Em 26 de março, o TJRJ já havia anulado uma outra sessão que elegeu Ruas como novo presidente da Alerj.
A decisão foi tomada horas após a votação convocada pelo presidente em exercício da casa, Guilherme Delaroli (PL), pela manhã. Mesmo com a ausência de parte dos deputados, a sessão foi concluída com 45 votos favoráveis.
Como forma de protesto, deputados oposicionistas não participaram da sessão.
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